Após incêndio, ONGs pedem doações para ajudar gatos que viviam em colônia

Após incêndio, ONGs pedem doações para ajudar gatos que viviam em colônia
Conhecida popularmente como "gatolândia", a colônia sempre foi motivo de discussões entre moradores. Foto: Reprodução I Redes Sociais

Depois de um incêndio destruir, na tarde do último domingo, 4, uma colônia de gatos localizada na orla do bairro de Piatã, em Salvador, um grupo de voluntários da causa animal pede doações para ajudar os pets que viviam no espaço e lutam para encontrar um local adequado para abrigá-los.

As Organizações Não Governamentais (ONGs) “União de Proteção aos Animais” e “Instituto Patruska Barreiro”, pedem doações de ração, remédios, vermifugo e outros materiais de higiene e limpeza. Ainda conforme as ONGs, até o momento, um gato morreu e outro foi internado por conta das chamas. 

Conhecida popularmente como ‘gatolândia’, a colônia sempre foi motivo de discussões entre moradores da região e protetores da causa animal. De um lado alguns defendem os animais, enquanto muitos eram contra alimentá-los. Estima-se que cerca de 200 gatos são abrigados no local, que era mantido por grupos voluntários de moradores da região e protetores dos animais.

Patruska Barreiro, presidente da ONG Instituto Patruska Barreiro, conta que os gatos adultos, por serem mais espertos, fugiram do local do incêndio, porém os bebês, que são mais vulneráveis, e gatas paridas tiveram que ser retirados pelos voluntários.

“Esses ficaram expostos a contaminação e intoxicação pela fumaça de incêndio. Uma das filhotes jovens infelizmente faleceu intoxicada”, conta Barreiro. A protetora independente e voluntária Bárbara Leite conta até mesmo a ração que tinha para os gatos foi roubada durante a madrugada desta segunda, por isso as ONGs precisam ainda mais de doações.

“Quem resgatou precisa de ajuda com custos de clínicas, medicamentos, ração, leite substituto para os filhotinhos, que são muitos, e os que permanecem na colônia precisam de ração”, explica Bárbara (veja abaixo como doar). Também é possível adotar e dar um lar os animais que viviam na ‘gatolândia’.

 
 
 
 
 
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Local apropriado

Agora, os defensores dos animais estão buscando com o poder público um apoio para abrigar os animais em um local correto. “O ideal e o correto seria a retirada desses animais e encaminhamento para ONGs que possam dar destinação para adoção e cuidados com a saúde”, explica Patruska.

Entretanto, nenhuma insituição tem capacidade de abrigar tantos animais. “Porém nenhuma ONG de Salvador tem condições financeiras de assumir essa responsabilidade já que não existe apoio do poder público para a manutenção desses animais e cuidados”, explica.

“Entramos em contato com a prefeitura através do prefeito da vice-prefeita e do secretário de saúde a fim de que seja marcada uma reunião para que o poder público se mobilize em retirar todos os gatos do local e encerrar de uma vez por todas com a situação de calamidade pública que vivem aqueles animais”, conta.

Em nota, enviada na noite do domingo, 4, a Prefeitura afirmou que “a situação no local continuará a ser acompanhada pela Prefeitura, no sentido de garantir a saúde e bem-estar dos animais e dos cidadãos”.

Voluntários que possam abrigar os gatos e desejem colaborar, pode entrar em contato através do Instagram Gatinhos SOS ou do Instituto Patruska, instituições que realizaram apoio aos animais no acidente, ou então doar qualquer quantia na conta divulgada pelas assosicações.

Como doar

O que doar: ração seca e úmida (sachê), pet milk, predsin gotas, colírio vigamox, probiotico, mulcomucil, bacias, casinhas, caixas organizadoras, caixas de transportes, mantas e jornal.

Onde: Felina Clínica para Gatos (R. Archibaldo Baleeiro, 85 – Rio Vermelho); Villa Latta Clínica Popular (R. das Rosas, 598 – Pituba) ou Agendar com @projetoronrom3 para entregas no centro de Salvador.

Doações financeiras: para o Pix [email protected] ou no CNPJ 04233188000179.

Por Gabriel Andrade

Fonte: A Tarde

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