Após morte de cadela parindo, polícia faz investigação informal

Após morte de cadela parindo, polícia faz investigação informal

Protetores organizam protesto para o próximo domingo.

Por Laura Holsback

Mesmo não tendo sido feita denúncia formal até a manhã de hoje, a delegada Rosely Molina, titular da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Ambientais e de Atendimento ao Turista (Decat), diz que investiga o caso de local que estaria sendo usado como ponto para desova de animais.

Protetora encontrou, ontem pela manhã, em região de chácara, no Bairro José Abrão, em Campo Grande, animais abandonados, gravemente feridos e agonizando. Entre eles, uma cadela que não resistiu e morreu parindo. O caso foi denunciado por Ionar Luba. Para ela, o ponto é usado por tutores para abandonar animais doentes para morrerem desamparados.

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A protetora disse que levaria o caso à Decat, mas não fez registro de Boletim de Ocorrência pela manhã. Ionar disse há pouco à reportagem do Portal Correio do Estado que vai procurar a polícia à tarde. Entretanto, a delegada da Decat garante que o caso é investigado. “Ainda não tivemos a denúncia formal. Mas investigador ficou sabendo do caso e já está apurando”, citou Molina.

REVOLTA

Ionar contou que foi até o endereço no José Abrão depois de ver mensagem no Facebook sobre Poodle que estaria pela região com rosto ferido. A intenção era resgatar o cão, mas ela encontrou gatos abandonados, Boxer e cadela vira-lata agonizando. O Boxer ela resgatou e levou para clínica particular por conta própria, mas a cadela não resistiu e morreu ainda no local, junto aos filhotes que paria.

Este é apenas mais um entre vários outros casos de maus-tratos a animais e gerou revolta a protetores. Para pedir providências das autoridades policiais, manifestação denominada como “Marcha em Defesa Animal” está marcada para às 9h, no domingo (18), no cruzamento entre a Avenida Afonso Pena e Rua 13 de maio.

Fonte: Correio do Estado

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