Após morte do cão ‘Rotam’, situação dos animais é discutida na UFPA

Após morte do cão ‘Rotam’, situação dos animais é discutida na UFPA

Voluntários afirmam que cachorro morreu envenenado. Reunião na quarta, 28, definiu início das atividades de projeto integrado.

A morte do cão conhecido como “Rotam” na última terça-feira (27) despertou uma discussão sobre os maus-tratos e outras situações que envolvem os animais que vivem no campus da Universidade Federal do Pará (UFPA), em Belém. Na quarta-feira (28), uma reunião que já estava agendada entre a coordenação do Projeto Peludinhos da UFPA e a prefeitura da instituição definiu ações para o início de um projeto integrado de extensão voltado para os cuidados com os animais.

“Pelo projeto podemos pesquisar, por exemplo, o padrão de comportamento das matilhas que vivem no campus e, com isso, propor ações que possam minimizar as situações de conflito com os transeuntes”, explicoa Leônidas Carvalho, diretor do Instituto de Medicina Veterinária da UFPA, que será coordenador do projeto.

Segundo a UFPA, pelo menos 120 cachorros vivem atualmente no local. O projeto de extensão que começou a ser elaborado vai reunir esforços para garantir os cuidados em relação à saúde dos cachorros que vivem na cidade universitária e a boa convivência deles com a comunidade acadêmica, evitando os maus-tratos.

Morte

Segundo a coordenação do Projeto Peludinhos, o cachorro Rotam começou a passar mal no final da manhã, próximo ao restaurante universitário. Os voluntários foram avisados da situação e o resgataram para que fosse medicado, mas o cão não resistiu e morreu.

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A história do cão Rotam já havia sido mostrada pelo G1 e era cercada de polêmica. O animal recebeu o nome da instituição policial paraense por ter a pelagem parecida com o uniforme da corporação. Muitas vezes, Rotam tinha o comportamento  agressivo, pois havia sido abandonado e tinha um histórico de maus-tratos. Apesar disso, o cachorro era muito querido entre a comunidade acadêmica e sua morte causou revolta em muitos que o conheciam e manifestaram indignação nas redes sociais. 

“Um dia antes uma pessoa o ameaçou, ele recebia ameaças frequentes de professores, alunos e funcionários. Ele já era um cão idoso e recentemente saiu de um quadro infeccioso e estava se reestabelecendo. Além do Rotam, já tiveram outros cães envenenados, atropelados por pessoas que não respeitam o limite de velocidade, além de espancamentos, ácido e água quente que já jogaram nos cães”, afirma Elizabete Pires, uma das coordenadoras do projeto.

A UFPA informou que irá investigar as circunstâncias da morte do Rotam. Imagens das câmeras de segurança serão analisadas para verificar se houve alguém que tenha oferecido alimentos para ele ou em atitude suspeita.

Segundo a instituição, todas as denúncias de maus-tratos ou qualquer problema com os animais no campus serão tratadas pelo projeto de extensão assim que o mesmo for apresentado. Enquanto isso, as denúncias devem ser feitas via Diretoria de Segurança.

Fonte: G1

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