Após polêmica, novilho é resgatado com vida por bombeiros em Brumadinho, MG

Após polêmica, novilho é resgatado com vida por bombeiros em Brumadinho, MG
Bezerro é içado por helicóptero do Corpo dos Bombeiros em meio à lama em Brumadinho (MG). Foto: Washington Alves / Reuters

Após a polêmica envolvendo a tentativa de socorro de dois bovinos por grupos de proteção em Brumadinho (MG), um novilho foi resgatado na tarde de terça-feira pelo Corpo de Bombeiros de Minas Gerais. Ele estava preso na lama desde a ruptura da barragem da Vale na Mina Córrego do Feijão, na última sexta-feira, e foi içado por um helicóptero com o auxílio de uma rede. A noite, um outro bovino foi retirado da lama por bombeiros e deve ser removido por um helicóptero ainda da manhã de hoje. O destino será uma das duas fazendas equipadas com estruturas de recepção para animais resgatados na região.

A agonia de vacas e outras espécies de animais é um dos dramas da tragédia, que chega hoje ao sexto dia. O novilho era mantido vivo com água e feno por voluntários e veterinários, que chegaram a discutir com policiais e bombeiros que impediram uma tentativa de resgate do animal. Os bombeiros alegam que na chamada zona quente, onde a lama é mais instável, o resgate principalmente de animais pesados coloca em risco os voluntários.

Uma vaca que estava ao lado do novilho resgatada chegou a ser sacrificada, com uma injeção letal, após ser desenganada por veterinário de um grupo de proteção aos animais.

Há, ainda, muitas vacas presas na região onde o novilho foi resgatado. O trabalho de remoção do segundo bovino foi registrado pela ativista Luisa Mell nas redes sociais.

Em entrevista na manhã de ontem, o porta-voz do Corpo dos Bombeiros, Pedro Aihara, esclareceu que nem sempre é possível salvar os animais por conta da localização ou dos ferimentos.

— Em alguns casos, o resgate não se torna viável pelo sofrimento. Alguns animais, pelo tipo de fratura ou perfuração, não é, sob o ponto de vista ético, insistir no sofrimento. Seguindo instruções normativas e acompanhamento técnico, após toda uma análise bastante cuidadosa e minuciosa, devidamente autorizada, o abate é feito por via de injeção letal. Outras situações específicas devem ser observadas com a dificuldade de acesso — explicou Aihara.

As situações possivelmente se referem aos animais abatidos com tiros de fuzil por agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em helicópteros. A tática foi alvo de críticas de ativistas, mas a corporação afirma que o procedimento foi adotado sob supervisão de veterinários.

Fonte: Extra

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