Após reabilitação, ave oceânica é solta em praia de Florianópolis, SC

Após reabilitação, ave oceânica é solta em praia de Florianópolis, SC
Soltura do petrel-gigante-do-Sul na praia Barra da Lagoa, em Florianópolis. Foto: Nilson Coelho/R3 Animal

Após passar por reabilitação, um petrel-gigante-do-Sul, voltou à natureza na manhã deste sábado (26) na praia da Barra da Lagoa, em Florianópolis. O animal foi resgatado por um morador na Praia do Moçambique, no dia 10 de junho, e entregue no Centro de Pesquisa, Reabilitação e Despetrolização de Animais Marinhos (CePRAM) da Associação R3 Animal.

Segundo a médica-veterinária Daphne Wrobel Goldberg, a ave oceânica deu entrada no CePRAM com muco na traqueia, uma lesão na córnea do olho esquerdo e piolhos.

Petrel-gigante-do-Sul passou por reabilitação em Florianópolis. Foto: Nilson Coelho/R3 Animal
Petrel-gigante-do-Sul passou por reabilitação em Florianópolis. Foto: Nilson Coelho/R3 Animal

O petrel foi hidratado com suplementação vitamínica e alimentado com papa de peixe até se alimentar voluntariamente. Ele estava ativo e foi transferido para o recinto com piscina.

Segundo a Associação da R3 Animal, após dias de tratamento, a ave também estava com boa postura de asas, impermeabilização das penas e realizou processo de condicionamento físico. Exames complementares apontaram estar apta para soltura.

Ave passou por tratamento no Centro de Pesquisa, Reabilitação e Despetrolização de Animais Marinhos. Foto: Nilson Coelho/R3 Animal
Ave passou por tratamento no Centro de Pesquisa, Reabilitação e Despetrolização de Animais Marinhos. Foto: Nilson Coelho/R3 Animal
Petrel-gigante-do-Sul. Foto: Nilson Coelho/R3 Animal
Petrel-gigante-do-Sul. Foto: Nilson Coelho/R3 Animal

Ave oceânica

O petrel-gigante-do-Sul é um procelariforme da família Procellariidae, que engloba albatrozes e pardelas. Mede entre 85 a 99 centímetros de comprimento e pesa entre 3,8 a 5 quilos. A envergadura das asas atinge entre 1,85 a 2,05 metros. São aves que possuem polimorfismo, com pelagens escuras ou claras quando adultas.

A maioria dos juvenis que ocorrem no Brasil tem colocação das penas marrom, com íris cinza pálido ou marrom. As pernas e patas são de colocação escura. O pico é extremamente grosso, de cor amarelada pálida com a ponta esverdeada, com túbulos nasais compridos.

Essa espécie de petrel, como o nome diz, habita a região Sul dos mares do Hemisfério Sul. Nidificam em arquipélagos tais como as Ilhas Geórgia do Sul, Ilhas Auckland e Campbell, Ilha Gough, ao sul do Arquipélago de Tristão da Cunha e Ilhas Malvinas/Falklands. No Brasil, ocorre desde o litoral do Rio Grande do Sul com registros até o Espirito Santo.

A ave alimenta-se de peixes, lulas e krills (pequeno crustáceo), mas também de carcaças de aves e mamíferos marinhos. Costuma seguir embarcações pesqueiras e acaba interagindo com a pesca de espinhel. De olho nas iscas, são capturados de forma incidental.

Orientações ao encontrar um animal marinho debilitado:

  • Caso encontre um mamífero, ave ou tartaruga marinha debilitada ou morta na praia, ligue para o Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) 0800 642 3341;
  • mantenha distância e ajude a isolar a área;
  • evite contato dos animais silvestres com bichos de estimação, pois eles podem transmitir doença entre si. Os
  • cachorros também podem atacar;
  • evite tirar fotos com o uso de flash, nem forneça alimentos ou force o animal a entrar na água.

Fonte: G1

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