Após resgate de mãe, Potrinho nasceu no Centro de Bem-Estar Animal

Após resgate de mãe, Potrinho nasceu no Centro de Bem-Estar Animal

Poucos têm a sorte do pequeno potrinho, nascido na sexta-feira passada em uma das cocheiras do Centro de Bem-Estar Animal. O pequeno cavalo não é de nenhuma raça que vale alguns milhares de reais, mas sua vida é motivo de muita comemoração para quem trabalha no local. Afinal, o animal já veio ao mundo livre das amarras das carroças, carga que a mãe carregou durante toda uma vida.

A égua, batizada de Nikita, foi resgatada há cerca de 20 dias, nas proximidades da Rua Mathias Velho. O médico veterinário Diego Lucas Silva sabia que ela estava prenhe, mas não havia como determinar o temo de gestação. E muito menos se o animal iria conseguir sobreviver ao parto, de tão debilitado que estava. Diego conta que uma moradora viu Nikita amarrada a uma árvore, com uma corda muito curta. Ela buscou a égua e a levou para seu pátio. Depois, chamou o Bem-Estar Animal e o médico veterinário foi pegá-la. “Estava debilitada e ainda está muito magra. Vai precisar de muito pasto e de ração boa”, explica o veterinário. Diego acredita que Nikita não iria sobreviver e o filhote também corria o risco de morrer, pois a mãe não teria suporte para amamentá-lo sem alimentação adequada. “O pequeno também vai precisar de complemento.”

Adoções

Nikita e o filhote – que ainda não tem nome – vão embora do Centro de Bem-Estar Animal. A dupla irá para Santa Cruz do Sul, onde viverão no campo, livres dos maus-tratos. A égua tem cerca de 14 anos e bem cuidada poderá viver bastante tempo. “Já ele nunca vai conhecer a maldade do homem”, diz o médico veterinário Diego Lucas da Silva.

Desde 2013, já foram resgatados cerca de 30 cavalos pela equipe do Bem-Estar Animal. Eles são encaminhados a fiéis depositários, que têm área adequada para que vivam livres. Atualmente vivem no curral da Avenida Boqueirão seis equinos, quase todos com destino certo. “Ficam conosco durante o período mais crítico do tratamento”, afirma Diego.

Por Daniele Balbinot

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