Após ser adotado por colegas de trabalho, cãozinho NOB vira cartão de Natal do Iphan

Após ser adotado por colegas de trabalho, cãozinho NOB vira cartão de Natal do Iphan

Há cerca de seis meses, em uma fiscalização rotineira na Rotunda, espaço próximo da Feira Central de Campo Grande, MS, na área que é tombada como Patrimônio Material pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) de Mato Grosso do Sul, funcionários do órgão se depararam com um cãozinho magro, filhote, pedindo atenção e carinho. Começa então a história do cachorrinho NOB, mais um caso de animal de estimação coletivo encontrado na Capital pela equipe do MidiaMAIS.

Em 2016 já contamos a história da Murta, a gatinha que recepciona clientes no gastrobar A Casa do Luís, o garnisé Stiv Chiquinho, que já tem até família na 5ª Delegacia de Polícia do bairro Piratininga, e dos cachorrinhos Rosalina e Sanches, os destemidos moradores do Cemitério Santo Amaro.

Quem conta a história do cachorrinho NOB – que ganhou esse nome, é claro, em referência à NOB (Estrada de Ferro Noroeste do Brasil), que marcou a história do crescimento da Cidade Morena – é a superientendente do Iphan Norma Daris Ribeiro, e o arqueólogo Zafenathy de Paiva, que é quem atualmente cuida de Nob, enquanto ele não retorna para o órgão. “Naquele dia, chegando na rotunda, vimos esse cachorrinho abandonado. Levaram lá ára o órgão e todo mundo adotou, compramos ração, mandamos vacinar, levamos para o veterinário, se tornou nosso mascote”, descreve Norma. Segundo ela, no começo, alguns funcionários se revezavam para levar o cachorrinho para casa no final do expediente, e ele também fazia visitas frequentes ao espaço.

NOB hoje, após seis meses de adoção por funcionários do Iphan (Foto: Arquivo pessoal)
NOB hoje, após seis meses de adoção por funcionários do Iphan (Foto: Arquivo pessoal)

Cãozinho coletivo

Aos poucos, os funcionários foram imaginando formas de garantir a segurança e o cuidado do cachorrinho. “No início houve um pouco de receio devido ao Iphan ser um órgão público, mas conforme ele foi crescendo fomos vendo que a questão era só reservar um espacinho pra ele não atrapalhar o atendimento ao público”, explica o arqueólogo Zafenathy, que atualmente está com Nob em casa. “Então ele ficou comigo durante esse tempo para poder adquirir tamanho e peso adequados e ficar mais independente. Agora, levaremos ele para ficar no Iphan. Aos finais de semana ele ficará em casa comigo, pra não ficar sozinho no órgão”, relata.

Porém, muitos funcionários sentem falta da presença dele, e Zafenathy conta que morando em apartamento, o cachorrinho fica mais limitado. “Ele é um cachorro muito elétrico, não pára um minuto. Criar ele num apartamento está sendo complicado devido ao fato dele não ter um espaço mínimo pra descarregar as energias”, descreve. Por isso, segundo Norma, está sendo criado um espaço adequado para Nob lá mesmo no Iphan, onde ele deve morar em definitivo. “Como temos atendimento ao público, vamos fazer um cercado bem protegido para ele, e na parte da noite ele vai ficar mais à vontade”, acrescenta a superintendente.

O cãozinho faz tanto sucesso entre os funcionários do Iphan que virou “estrela” do cartão de natal distribuído entre os parceiros, equipe e amigos do órgão. Desenhado com uma touca de Natal, é ele que deseja boas festas para todos. “A ideia do cartão surgiu meio por acaso, alguém falou ‘ah se colocasse o NOB?’, bem espontâneo. Todo mundo participa de tudo relacionado a ele, ficamos felizes”, descreve Norma.

Cartão do Iphan de Natal (Foto: Arquivo Iphan)
Cartão do Iphan de Natal (Foto: Arquivo Iphan)

Fonte: Midiamax 

Os comentários abaixo não expressam a opinião da ONG Olhar Animal e são de responsabilidade exclusiva dos respectivos autores.