Após vídeo, FMS nega denúncias de maus-tratos no Centro de Zoonoses de Teresina, PI

Após vídeo, FMS nega denúncias de maus-tratos no Centro de Zoonoses de Teresina, PI

Por Jordana Cury

Após a divulgação de um vídeo em que cães aparecem gemendo de dor em um dos recintos do Centro de Zoonoses de Teresina, a Fundação Municipal de Saúde (FMS) negou as acusações de maus-tratos e tortura de animais.

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Nas imagens, divulgadas por uma Organização Não-Governamental (ONG), há cachorros mortos e outros gemendo em um mesmo local. A diretoria da ONG afirma que o processo de sacrifício dos animais está sendo mal feito.

“O sacrifício está sendo feito apenas com a injeção de potássio no coração, sem anestesia. No vídeo, o animal grita de dor”, diz a diretora da Apipa, Jéssica Almeida. Vizinhos do local confirmam que é comum ouvir os gritos dos animais, tanto durante o dia, como durante a noite.

As denúncias estão sendo investigadas e as entidades protetoras dos animais pedem transparência sobre a atuação do Centro de Zoonoses. “Pedimos documentos de tudo que é feito e não nos deram. Vamos entrar com uma ação para que as ONGs possam fiscalizar o trabalho feito lá dentro, como acontece no Alagoas. Aqui eles nem ao menos mostram os exames que comprovam o calazar nos animais”, disse Jéssica.

FMS responde

A gerente de Atenção à Saúde da FMS, Amarilis Borba, declarou que as informações de maus-tratos não são verdadeiras. “Infelizmente as pessoas não procuram se informar adequadamente do que é feito. Para sacrificar o animal, nós aplicamos um pré-anestésico, depois um anestésico e só depois a injeção letal. Isso é imediato, não há tempo entre as injeções e não é feito junto com outros animais”, explicou a especialista.

Amarilis ressaltou que todo o processo é feito de acordo com o Conselho Federal de Medicina Veterinária, há mais de 10 anos. Ela disse também que nos casos de calazar, são feitos dois testes em cada animal suspeito de ter a doença. “Só depois fazemos a eutanásia. Mas é preciso fazer porque o tratamento não cura o animal e, por ele permanecer com a doença, o mosquito que o pica pode contaminar as pessoas. Precisamos evitar os casos de calazar humano”, finalizou.

Fonte: Cidade Verde

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