Aposentado é flagrado pela segunda vez em maus-tratos contra cavalos

Por Manoel Messias

A Polícia Militar registrou na tarde de terça-feira (3), boletim de ocorrência contra o aposentado F.S., de 70 anos, residente no bairro Passarelli, em Andradina, SP, acusado de maus-tratos contra animais. Essa é a segunda vez que o homem se envolve nesse tipo de crime. A outra aconteceu quando ele deixou uma égua amarrado a uma árvore no loteamento Alto dos Ipês.

O boletim de ocorrência aconteceu depois que funcionários da Sucen (Superintendência de Controle de Endemias de Andradina), cuja sede fica ao lado do 28º Batalhão da PM, observaram que um aposentado havia deixado uma animal amarrado a uma pequena árvore no espaço entre o fundo da escola Sesi e a linha do trem.

Como o animal estava muito debilitado, apresentava magreza extrema, o Corpo de Bombeiros foi acionado inicialmente. Ao chegarem ao local os bombeiros constataram que não podiam fazer muita coisa, já que o aposentado havia deixado uma bacia de milho e água. Porém, devido a fraqueza, o animal acabou caindo e não se levantando mais.

Depois dos bombeiros irem embora, os funcionários da Sucen não se conformaram com a situação, acionaram então a Polícia Militar. No local os PMs constataram que o idoso era o mesmo que deixou por dias, no fim do ano passado, outro cavalo amarrado em uma árvore e acabou gerando muita revolta de pessoas em redes sociais, com a divulgação de vídeos com a situação precária do cavalo.

O animal acabou morrendo naquela ocasião, tendo a Polícia Militar Ambiental de Castilho comparecido ao local e elaborado multa contra o aposentado, por maus tratos.

Desta vez a situação foi pior ainda, já que a égua estava em situação ainda pior, com quadro de magreza extrema, fraqueza e doenças que, segundo o proprietário, relacionados a idade avançada do animal. O homem disse que ela tinha mais de 30 anos.

O veterinário Aziz Abdelnour, diretor do CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) do município, compareceu ao local e constatou que a situação era irreversível e o animal precisava ser sacrificado. Foi então decidido pela aplicação de medicamentos que aliviassem a dor do animal e depois uma injeção para o sacrifício. Um trator da prefeitura removeu o corpo do animal do local.

Fonte: O Jornal da Região

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