Foto: Divulgação/CPRH

Apreensão de animais silvestres cresce no Distrito Federal

Mais de 400 aves silvestres, amontoadas em sete caixas de madeira, foram encontradas, na última semana no porta-malas de um carro. Os animais foram identificados por por policiais militares do Grupo Tático Ambiental (GTA), durante uma blitz em Ceilândia. Casos como este têm ocorrido diariamente no Distrito Federal.

De acordo com um levantamento da Polícia Militar do DF (PMDF), em média oito animais silvestres são apreendidos por dia, no DF. De janeiro até julho, deste ano foram 1.469 casos.

Os dados mais alarmantes aparecem quando são comparados os anos de 2017 e 2018. Neste período, houve um aumento de quase 140% na quantidade de animais apreendidos. Os números passaram de 2.183 para 5.210.

DF tem pena mais rígida para casos de maus-tratos de animais DF tem pena mais rígida para casos de maus-tratos de animais Questionados pelo Destak, a PMDF declarou que ainda não pode justificar porque houve um crescimento, tendo em vista que o ano de 2019 ainda não terminou.

O tráfico de animais silvestres já foi classificado pela Organização das Nações Unidas (ONU) como a terceira maior atividade ilícita e lucrativa do mundo. Este tipo de crime, além de causar sofrimento ao animal, contribui para a extinção de diversas espécies da fauna brasileira.

Desta forma, os animais silvestres não são adequadas para se ter no ambiente doméstico. Restringir uma espécie deste tipo a um ambiente que não é o seu habitat natural, ou comercializá-lo, é considerada um ato ilegal, com pena prevista em lei.

A legislação brasileira determina que o responsável por matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécimes da fauna silvestre, nativos ou em rota migratória, sem a devida permissão, está sujeito a detenção de seis meses a um ano e multa. Se o crime for praticado contra espécie rara ou ameaçada de extinção a penalidade poderá ser aumentada.

Por Andressa Reis

Fonte: Destak

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