Área urbana do Pantanal de MS vive ‘invasão’ de animais silvestres

Área urbana do Pantanal de MS vive ‘invasão’ de animais silvestres
Lagarto encontrado no quintal de uma casa. (Fotos: Divulgação/Corpo de Bombeiros)

A área urbana do Pantanal de Mato Grosso do Sul vive uma ‘invasão’ de animais silvestres, segundo o Corpo de Bombeiros. Entre janeiro e outubro de 2016, 190 animais foram capturados em Corumbá e Ladário, região oeste do estado. Em 2015, foram 113 animais. Aumento de 60%.
No quintal de uma casa em Corumbá, moradores encontraram uma víbora-do-pantanal. A víbora é uma espécie de lagarto, que vive em áreas de banhado e rios. Quando os bombeiros chegaram no local, o bicho estava acuado e agressivo. Ele foi capturado e levado para uma mata.

Lagarto foi capturado e devolvido à natureza.
Lagarto foi capturado e devolvido à natureza.

Próximo a uma galeria de água quem apareceu foi um lagarto. Segundo os militares que recolheram o bicho, crianças estavam jogando pedras no animal, que foi devolvido à natureza.

Os animais são encontrados inclusive em áreas públicas. Uma jiboia de um metro e meio estava em uma praça de Corumbá. Segundo o Corpo de Bombeiros, a serpente quase foi atropelada. A jiboia foi capturada e devolvida ao habitat.

Jiboia foi encontrada em praça de Corumbá.
Jiboia foi encontrada em praça de Corumbá.

A explicação dos bombeiros para o surgimento frequente de animais silvestres na área urbana são as queimadas. O Pantanal sul-mato-grossense registrou 3.105 focos de incêndio só este ano, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Aumento de 45% em relação a 2015. É a segunda cidade do país com maior número de focos. Só perde para Porto Velho.

“Como está seco e tem incêndio em vegetação, os animais correm para a área urbana. É uma maneira de fuga. Perto dos morros tem muitas casas, aí os bichos tendem a procurar um lugar seguro, que são as casas”, afirmou o tenente do Corpo de Bombeiros, Victor Shiroma.

As queimadas dificilmente são controladas, por isso, a recomendação dos bombeiros é evitar o início do foco de incêndio. Outro ambiente que atrai os animais são os lixos acumulados. “Sempre que a gente vai em algum local fazer a captura, reparamos que tem lixo por perto. Além de correr do fogo, os animais vão atrás de comida”, disse o cabo André Marti.

Por Dyego Queiroz


Nota do Olhar Animal: Esta “invasão” vem ocorrendo em várias cidades e está diretamente ligada à destruição dos habitats destes animais.

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