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Argentina: Mais de mil galinhas abandonadas em Cresta Roja foram resgatadas

Em somente duas semanas foram libertas cerca de 1.400 aves das milhares que ficaram sem água nem comida nos galpões da avícola após a empresa ter declarado falência.

Tradução de Alice Wehrle Gomide

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Em dezembro, em outra filial da avícola Cresta Roja, foram mortos nove milhões de pintinhos por falta de condições de alimentá-los, conforme declararam os próprios funcionários da empresa. Quem participou dos resgates de Brandsen descreveu como inanição, canibalismo e cenas de terror.

Um grupo de ao menos cem ativistas pelos direitos dos animais, integrado por pessoas independentes e membros de organizações, resgatou em duas semanas (cinco dias de ação) 1.426 aves que ficaram abandonadas nos galpões da avícola Cresta Roja, localizada em Buenos Aires, após a empresa Rasic Hnos S.A ter declarado falência. Isso desencadeou o protesto dos funcionários, que posteriormente foram desalojados após dias de acampamento e bloqueios da rodovia no acesso ao Aeroporto Internacional de Ezeiza.

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Perante a situação de desemprego e o protesto que ficou visível, começou-se a vislumbrar a outra face do protesto: a vida e o estado dos animais. No dia 13 de novembro de 2015 os funcionários da empresa tornaram público um vídeo que mostrava a matança dos nove milhões de pintinhos destinados à engorda porque não havia grãos para alimentá-los. Como resposta a essa realidade, que para muitos passou despercebida, os ativistas veganos decidiram agir – mediante autorização – e liberar as aves que esperavam uma morte agonizante.

“As aves estavam em completo estado de inanição, sem alimento há várias semanas nem água, muitas estavam jogadas moribundas sobre suas fezes, outras centenas estavam mortas e em estado de decomposição, milhares eram comidas por outras em um ato de canibalismo que não é próprio da espécie, outras tantas estavam agonizando. Isso era demonstrado pelos gritos (e não cacarejos) que refletiam o horror e a dor do que estavam padecendo”, disse uma das mulheres que fez o resgate no primeiro dia perante as cenas de terror que viveu.

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O resgate foi realizado em cinco etapas: no domingo 27 de dezembro foram resgatadas 80 aves, e na segunda (28), 87 aves. Entre os dias dois e quatro de janeiro (sábado a segunda), 301 aves e no dia 9, sábado, outras 958 aves foram resgatadas.

Todas foram transportadas a lugares diferentes, lares temporários, refúgios, santuários, casas, para serem cuidadas e reabilitadas para que vivam a vida que até então nunca tiveram. Algumas estão em tratamento para se recuperarem de doenças e lesões, outras já estão vivendo em refúgios de animais e, pela primeira vez, conseguiram ver a luz do sol e pisar na grama e na terra.

Fonte: Minuto Uno

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