Associação francesa pede proibição da comércio do coelho angorá

Associação francesa pede proibição da comércio do coelho angorá

Entidade usou vídeo para denunciar sofrimento do animais. Coelhos são ‘depilados’ e seus pelos usados na indústria têxtil.

Depois das galinhas em gaiolas em bateria e nos matadouros, o sofrimento dos coelhos da raça angorá nas granjas é denunciado em um vídeo divulgado por uma associação francesa de defesa dos animais, que pede a “proibição da criação e comércio do angorá” na França.

As imagens mostram coelhos que são “depilados” para que seus pelos sedosos sejam utilizados na indústria têxtil e da moda.

“Os coelhos sofrem, gritam, isto é inadmissível. Às vezes a pele se desgarra quando são depilados a cada 100 dias”, declarou à AFP Muriel Arnal, presidente da associação One Voice, criada em 1995 e com sede em Estrasburgo.

Arnal disse que uma investigação de dois membros da associação, “infiltrados” em seis granjas francesas, durou seis meses – entre fevereiro e julho – em diferentes regiões francesas.

A One Voice não menciona os nomes das granjas incriminadas.

Uma investigação realizada em 2013 e divulgada pela associação Peta, de defesa dos direitos dos animais, denunciou as péssimas condições da criação do coelho angorá na China, origem de 90% da produção mundial.

“Sobre a China, a única diferença na França é que os coelhos têm palha nas gaiolas, mas isto é mais para preservar um pelo sedoso do que pelo bem-estar animal”, disse Muriel Arnal.

Fonte: G1


Nota do Olhar Animal: As objeções  indicadas pelo PETA, conhecida ONG “bem-estarista”, resumem-se ao sofrimento imposto, omitindo o dano derradeiro, que é o abate, como algo ruim para os animais. Bastaria o não sofrimento para que o assassinato de humanos fosse aceitável? É uma pergunta simples, que expõe todo o especismo contido neste tipo de ativismo.

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