Ataques a cães com ácido e água quente preocupam em Aguaí, SP

Ataques a cães com ácido e água quente preocupam em Aguaí, SP
Cachorra Aisha foi atacada quando a tutora viajava em Aguaí (Fotos: Eder Ribeiro/ EPTV)

Ataques a cães com produto químico e água quente dentro de quintais de casas estão preocupando os donos em Aguaí (SP). O suspeito de maus-tratos ainda não foi identificado. A Polícia Civil de Mococa apura o caso e denúncias podem ser feitas pela internet.

A cachorra Aisha foi atacada na última semana de dezembro enquanto a dona estava viajando. Ela se recupera das queimaduras, que de acordo com um veterinário, foram causadas por água quente. Os ferimentos já estão cicatrizando, mas ainda incomodam a cadela. Patrícia Domingos, filha da tutora do animal, acredita que os latidos podem motivado a agressão. “Eu acho que algum vizinho se incomodou e fez isso com ela”, disse.

Juli, da raça pincher, tinha dois anos e morreu após ser atacada na manhã do dia 22 de janeiro. O balconista Vinicius Emílio Cruz encontrou a cadelinha morta no cercado dos fundos da casa em que mora, onde ela dormia com outro animal. Ele acredita que alguém pode ter pulado o muro da residência.

“Conversei com uma veterinária daqui da cidade. Pelo que ela observou, ela falou que infelizmente o que ela tinha pra dizer era que o motivo era maldade mesmo e que era com algum produto químico, algum ácido”, afirmou.

Vinicius e a companheira, a operadora de caixa Letícia Cruz, estão com medo de que o outro animal de estimação do casal seja atacado e registraram Boletim de Ocorrência. “Não consigo imaginar o que pode ter passado na cabeça dessa pessoa, porque as duas são calmas, não dão trabalho, não escapam, não saem na rua”, disse.

Cadela de casal foi morta no dia 22 de janeiro em Aguaí

Denúncia

Maltratar animais é crime e punição pode acarretar multa e prisão de três meses a um ano. Essa pena pode variar caso ocorra morte do animal.Quem quiser denunciar o crime de maus-tratos pode fazer o boletim de ocorrência pela internet. Ele é registrado pelo site Delegacia Eletrônica de Proteção Animal (Depa).

Site da Polícia Civil

O denunciante deve preencher os campos com os dados pessoais e descrever o caso. A plataforma também possibilita o envio de fotos e vídeos que comprovem o crime. As informações são sigilosas e somente a polícia tem acesso aos dados de quem fez a denúncia.

O delegado titular de Mococa, Wanderley Martins Junior, explica que, com o número do boletim gerado pelo site da Polícia Civil, é possível acompanhar o resultado da investigação.

“Normalmente quem comete esses maus-tratos não atinge somente o animal. É uma pessoa com índole má e irá cometer outros tipos de delito futuramente. É importante a pessoa fazer a notificação para que a polícia possa agir e o criminoso seja responsabilizado perante a Justiça”, afirmou o delegado.

Cachorrinha Rihanna morreu amarrada
à linha do trem (Foto: Vânia Vellano/Arquivo pessoal)

Casos de morte em São Carlos

Um grupo de defensores de animais da região de São Carlos (SP) decidiu oferecer recompensa para quem tiver informações que levem à identificação dos autores dos assassinatos de cães registrados na cidade. O valor será definido de acordo com os dados e os interessados podem entrar em contato pelo Facebook.

Na quarta-feira (25), um cachorro morreu ao ser arremessado do alto de um edifício. No domingo (29), um cão morreu atropelado após ser amarrado à linha do trem que corta o Jardim Paulista e, na segunda-feira (30), o crime se repetiu, dessa vez com uma cadela que havia escapado da residência dos donos.

Fonte: G1

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