Atividades junto a acumuladores garante 138 castrações de animais em Porto Alegre, RS

Atividades junto a acumuladores garante 138 castrações de animais em Porto Alegre, RS
Equipe já visitou 35 residências de acumuladores neste ano. - Foto: Ari Teixeira/SMAMS PMPA

Até a primeira quinzena de maio, a Secretaria Municipal do Meio Ambiente e da Sustentabilidade (Smams), por meio da Diretoria Geral de Direitos Animais, DGDA, promoveu ações de acompanhamento para 35 acumuladores de animais cadastrados junto ao município. A médica veterinária Tânia de Melo Barbosa Speroni, explica que, além do atendimento clínico veterinário, as visitas permitem o controle do número de animais nas residências. “Neste período já foram castrados 138 animais, além de termos disponibilizado para adoção seis cães de um acumulador falecido,” explica. Este número é quase 50% do total dos 233 procedimentos cirúrgicos do ano passado.

Cada um desses acumuladores abriga, em média, cerca de 40 animais. A Unidade de Saúde Animal Victória, Usav, disponibiliza atendimento, cadastramento, esterilização, vacinação e vermifugação garantindo-os saudáveis e, quando possível, aptos para adoção. O município mantém parceria com a Faculdade de Psicologia da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS) que, junto ao Ministério Público (MP-RS), por meio das Promotorias de Defesa do Meio Ambiente e de Direitos Humanos de Porto Alegre, identificou e cadastrou 70 acumuladores, permitindo um protocolo de atendimento.

Visitas – Uma equipe formada por médico-veterinário, auxiliar de manejo e agente de fiscalização mantém uma rotina de visitas a esses acumuladores, com foco no controle de pulgas, ácaros e carrapatos. O gestor da Unidade de Fiscalização Ambiental (Ufisc), Luciano Pandolfo, explica que, por meio da conferência nos cadastros desenvolvidos pelos veterinários, há o auxílio na identificação de possível ingresso de novos animais no local ao identificar possíveis abandonos de cães ou gatos nessas residências.

O acompanhamento destes locais já monitorados, além do controle de saúde dos animais e higiene do local, facilita o trabalho de outras secretarias como a Saúde e também a Fasc, no atendimento aos tutores. “Estes, em maioria são idosos e com muitas fragilidades em seu cotidiano, como por exemplo, dificuldades de consultar um médico, pois não tem com quem deixar os animais”, acrescenta Luciano.

Fonte: Felipe Vieira

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