Ativista americano faz greve de fome na Coréia contra a venda de animais aos matadouros

Ativista americano faz greve de fome na Coréia contra a venda de animais aos matadouros

Por Lee Hyun-jeong / Tradução Alice Wehrle Gomide

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Usando um casaco de inverno e segurando a foto de uma ovelha negra, um cidadão americano está fazendo greve de fome na frente da residência do prefeito de Seul no centro da cidade desde a semana passada. Sua exigência ao prefeito é simples: Pare de vender animais dos zoos públicos para os matadouros.

A. J. Garcia, presidente da agência americana do grupo civil CARE – Coexistence of Animal Rights on Earth (Coexistência dos Direitos dos Animais na Terra), argumenta que Seul está usando a superpopulação de animais como um meio de obter lucros. O Governo Metropolitano de Seul gerencia o Zoo de Seul, localizado no sul da capital em Gwacheon, Província de Gyeonggi.

“O que o Zoo de Seul faz é vender qualquer animal, incluindo cães, em leilões e deixa qualquer pessoa comprá-los. Isso se tornou rentável para o zoo. Ele não checa o lugar para onde estão vendendo os animais. Isto é insano”, o homem de 30 anos de idade disse ao The Korea Herald no último dia 14.

Sua batalha com a cidade começou em agosto, quando os oficiais do CARE descobriram que dezenas de veados e ovelhas negras do Zoo de Seul estavam sendo levados aos matadouros depois de serem vendidos nos leilões. Uma ovelha negra foi imediatamente abatida no primeiro dia, CARE disse.

A greve de fome foi a última opção que sobrou para que ele consiga salvar os animais, disse Garcia.

“Nós ficamos pedindo ao governo que tomasse alguma ação por dois meses, mas nada mudou”, ele disse, acrescentando que o prefeito ainda finge que ele não existe, apesar de ele estar sentado do lado da porta de sua residência por seis dias.

O Zoo de Seul, entretanto, negou as acusações de Garcia.

“Em agosto, o zoo vendeu os animais para quem não tinha nada a ver com o matadouro. Mas o primeiro comprador aparentemente os revendeu ao matadouro”, um oficial do zoo disse.

O Zoo de Seul coloca regularmente o excesso de animais para leilões uma ou duas vezes ao ano desde 1986, para controlar o número de animais.

O zoo também refutou a acusação de que a venda dos animais tinha o objetivo de obter lucros, dizendo que é para controlar o número de animais.

No caso de outros países, como os EUA ou alguns países da Europa, a contracepção ou a eutanásia são frequentemente usadas para controlar o número de animais “extras” no espaço limitado.

“O orçamento anual do zoo é cerca de 18 bilhões de won (U$ 22 milhões). Ele conseguiu somente cerca de 15 milhões de won com a venda dos animais este ano. Receber tal valor a partir dos leilões dá pouco apoio financeiro”, o oficial acrescentou.

Os ativistas dos direitos dos animais exigiram ao zoo que comprasse de volta os animais, mas este recusou o pedido, dizendo haver espaço insuficiente.

O oficial deixou claro que o zoo no momento está modificando os tipos de animais como parte de um plano de reestruturação pulicado no ano passado. Em longo prazo, o zoo quer somente focar em espécies ameaçadas de extinção ou animais nativos, os oficiais disseram.

Reconhecendo as preocupações a respeito dos animais serem enviados para matadouros, no entanto, o zoo prometeu desenvolver e traçar uma diretriz para prevenir casos similares e limitar a elegibilidade dos participantes dos leilões.

Fonte: Asia One

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