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Ativista denuncia matança de cães em Hortolândia, SP

Por Gustavo Abdel

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Dezessete cachorros do projeto Cão Feliz e Cia., de Hortolândia, foram mortos desde o dia 26 de dezembro com pedaços de carne recheados de veneno e grampos pontiagudos jogados no quintal da casa de Márcia Campos, de 43 anos, presidente do projeto. A protetora dos animais afirmou que, na madrugada de segunda-feira (25), seu veículo foi atingido por uma enxada, jogada, segundo ela, pela vizinha que ela considera a principal suspeita de ser autora das mortes. “Eu não consigo sair daqui para registrar um boletim de ocorrência com medo de que mais animais sejam mortos”, disse a ativista.

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A casa fica no bairro São Sebastião. Em aproximadamente 300 metros de terreno, vivem mais de 60 cachorros. Ela reconhece que o local não é apropriado para os animais e pede ajuda através de campanhas para que o projeto se estabeleça em sede própria. “Todos esses animais foram resgatados do Minha Casa Minha Vida, quando suas famílias os abandonaram. Esse é o quarto local para onde trago eles, e nos outros três endereços ocorreram extermínios através de fogo, tiros e pauladas”, disse Márcia.

No domingo, Márcia encontrou em seu quintal pedaços de salsicha recheados com grampos. Além disso, uma enxada teria sido arremessada pela vizinha do lado, que ela afirma já a ter ameaçado de morte. O vidro frontal do veículo que Márcia usa para transportar os cachorros e está no nome do projeto foi danificado. A presidente do projeto acusa o marido da vizinha, que, segundo, ela estava embriagado e teria jogado a enxada enquanto proferia xingamentos.

A vizinha negou qualquer tentativa de matar os animais e também que teria investido contra a presidente da associação e, quando questionada sobre outras acusações preferiu fica em silêncio. “Não tenho nada a declarar”, disse. Na vizinhança, todos se esquivam de qualquer comentário a respeito dos cachorros.

Segundo Márcia, todos os animais são castrados e nenhum possui qualquer parasita. Ela disse que são necessários 75 quilos de ração por dia para alimentar os cães e os custos para manter os animais são cobertos, em parte, por pessoas que “adotam” algum cachorro e mensalmente fazem depósitos nas contas do projeto. Entretanto, Márcia apela para que as pessoas adotem e levem os animais para um lar, principalmente diante da atual situação.

“Temos aqui crimes de maus-tratos, dano ao patrimônio e ameaça de morte. Por isso, venho a público pedir ajuda para que a gente consiga tirar o abrigo e leva-lo para uma sede própria”, disse Márcia. “Preciso que alguém possa vir ficar com eles para que eu ir na delegacia. Não posso nem colocar o carro na rua, pois temo que ele seja danificado novamente”, acrescentou.

A intensa mobilização nas redes sociais sobre a série de mortes levou até a sede do abrigo pessoas que se dispuseram a ajudar com alimentos e outras necessidades.

Conselho municipal de proteção animal

A Prefeitura de Hortolândia, por meio do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), orienta Márcia Campos, responsável pelo projeto Cão Feliz e Cia., a registrar boletim de ocorrência por crime de maus-tratos contra animais. Além disso, a Administração informou que o Conselho Municipal de Proteção aos Animais será comunicado sobre a ocorrência. “O órgão é responsável por desenvolver, em conjunto com a Prefeitura, políticas públicas para defesa e bem-estar dos animais, como controle populacional e combate aos maus tratos”, declarou em nota.

Fonte: Correio Popular

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