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Ativista em Picos (PI) é espancada por três mulheres ao tentar alimentar um gato de rua

PI Picos ativista espancada alimentar gato

Como é comum em Picos, pessoas, sensibilizadas pelo abandono e pela fome de muitos animais, em especial cães e gatos, procuram alimentá-los, muitas vezes nas calçadas da própria residência.

É o caso da jovem Luana Luz Fontes de Moura, residente na Rua Osvaldo Cruz, na subida do Morro da Mariana, que, por acolher e alimentar animais abandonados tem sido alvo de “piadas” que, de acordo com ela, já acontecem há muito tempo, proferidas por vizinhas.

Na noite desse sábado, 23, por volta das 22h:10m, o que era apenas agressão verbal, transformou-se em agressão física.

Luana estava se preparando para dormir quando lembrou de alimentar um gatinho na calçada de sua casa. De pijamas, pegou comida e abriu o portão.

Segundo ela, ao sair na calçada escutou vizinhas dizendo que iriam por veneno para matar o animal: “Eu ouvi quando uma delas disse ‘ Eu vou dar veneno pra essa peste’, então, não me contive e respondi,  até em voz baixa, que podia gravar isso, mas elas ouviram e começaram a me xingar, utilizando palavras de baixo calão e começaram a me bater com as mãos e até com um cabo de vassoura. Eram três mulheres, Noeme Julia, Jane Julia e Aldenora Julia, que são irmãs, havia umas sete pessoas na calçada delas e ninguém me socorreu.

A mãe da vítima foi a única pessoa a tentar ajudar a filha a se afastar das agressoras, mas foi segurada por uma delas e também ficou lesionada: Não tinha menos de 20 pessoas na rua, e ninguém me ajudou, a não ser minha mãe” disse.

Luana faz parte de um grupo de Whatsapp onde vários Protetores cadastrados na APAPI também estão e compartilhou entre eles fotos das lesões que sofreu. Muito nervosa, ela recebeu apoio dos amigos da ONG e incentivo para denunciar o caso à polícia e à imprensa e foi exatamente o que fez.

Por volta das 23h30min, Luana ainda estava acompanhada do pai, na Delegacia Regional de Picos à espera de um plantonista para lavrar o Boletim de Ocorrência, tendo sido informada por um homem que lá estava e que não quis se identificar que o plantonista era uma pessoa de Teresina e que estaria chegando.

A Coordenadora de Direitos Humanos, Jovanna Baby, que também faz parte do grupo, prestou solidariedade, solicitou que Luana formalizasse denúncia através do “disque” 100, com linha direta para a Secretaria de Segurança e Ministério da Justiça. Jovanna também solicitou cópia do BO e demais documentos necessários para formalização do apoio da Coordenadoria.

Indignação e Solidariedade

Integrantes do grupo onde Luana postou as fotos e gravou diversos áudios chorando, nervosa, narrando o que havia acontecido, deixaram claro o apoio à amiga e a  incentivaram a fazer a denúncia.

“Luana, você tem que ir ao Hospital e fazer Corpo de Delito e BO” disse uma amiga.

“Vamos protestar, chamar a imprensa, denunciar, mobilizar as pessoas com uma caminhada” sugeriu outra.

“Isso poderia acontecer a qualquer um de nós, Protetores”  concluiu outro integrante do grupo.

Luana fez questão de divulgar as imagens das lesões em seu corpo para que sirva de alerta contra a violência.

Ela afirmou que, apesar de familiares não estarem  de acordo, por medo de represálias, ele resolveu que vai denunciar as agressoras e pedir que o fato seja apurado com rigor para que se faça justiça.

Confira as fotos enviadas por Luana à Redação do A3:

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Fonte: A3 Portal

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