Ativistas denunciam morte de quase 100 porcos por congelamento dentro de caminhão nos EUA

Ativistas denunciam morte de quase 100 porcos por congelamento dentro de caminhão nos EUA
Cerca de 100 porcos supostamente congelaram até a morte enquanto esperavam dentro de caminhões na frente da Smithfield Foods, uma fábrica de processamento de carne em Crete, nos EUA, em fevereiro. (Imagem: Francis Gardler, imagem de arquivo do Journal Star)

Um grupo de ativistas de direitos dos animais pede acusações criminais após relatos de quase 100 porcos terem congelado até a morte quando expostos à baixa temperatura dentro de caminhões na fábrica de processamento de carnes Smithfield em Crete, Nebrasca, em fevereiro.

A organização PETA enviou uma carta ao Gabinete do Xerife do Condado de Saline no último dia 31, pedindo uma investigação sob a Lei de Bem-Estar dos Animais da Pecuária do estado.

O relatório, que foi feito depois de uma dica vindo da PETA, detalha como 91 porcos morreram entre os dias 15 e 16 de fevereiro enquanto aguardavam dentro de caminhões em temperaturas que chegavam até 27 graus abaixo de zero. A agência relatou que os funcionários da Smithfield não descarregaram os porcos por pelo menos uma hora de 40 caminhões após eles terem chegado durante o frio congelante do inverno.

“Um fiscal do Departamento de Agricultura (USDA) também viu os porcos sofrerem de lesões por congelamento, que mediam até 30 centímetros, em cada curral no celeiro de recebimento, e já tinha visto outros porcos sofrerem com essas lesões no começo de fevereiro”, Colin Henstock, investigador da PETA, escreveu na carta ao xerife Alan Moore. “Estas descobertas parecem constituírem dezenas de violações criminais da Lei de Bem-Estar dos Animais da Pecuária de Nebraska”.

A lei dos animais de criação, aprovada em 2010, tem como objetivo proteger os animais de abandono intencional, negligência ou maus-tratos cruéis.

Keira Lombardo, chefe administrativa da Smithfield, disse que a companhia trabalhou com os fornecedores para ajustar os horários de recebimento durante o período de temperaturas abaixo de zero e para garantir que os trailers com animais estivessem preparados para o frio extremo.

“Os trailers eram monitorados para garantir que o alojamento e cobertas eram adequados para proteger os porcos do tempo”, Lombardo disse em uma declaração. “Na fábrica, os trailers eram descarregados no curral aquecido o mais rápido e seguro possível durante o frio extremo”.

Smithfield citou um relatório de inspeção do USDA que não encontrou “nenhuma evidência para suportar a falsa alegação de negligência”.

Tradução de Alice Wehrle Gomide

Fonte: News Times


Nota do Olhar Animal: A forma como os animais são tratados é terrível e inaceitável, mas é apenas um AGRAVANTE em relação ao dano maior, naturalizado pela indústria “da morte” e aceito por muitas pessoas, que é o ABATE. O sofrimento imposto cotidianamente aos animais no transporte ou nas “linhas de produção” de carne não é menos repulsivo e imoral do que a violação do principal interesse dos animais, que é o interesse em viver. A produção não tem que dar melhores condições aos animais à espera da morte. Ela deve, sim, ser banida. O paladar dos humanos não é mais importante que a vida dos animais.

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