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Ativistas divulgam vídeo com agentes federais abatendo aves marinhas nos EUA

Por Edward Stratton / Tradução de Matheus Garcia

A organização Showing Animals Respect and Kindness (Mostrando Respeito e Bondade aos Animais), um grupo de bem-estar animal sem fins lucrativos, divulgou um vídeo nessa segunda-feira no qual agentes federais atiram em aves da espécie corvos-marinhos-de-orelhas na foz do Rio Columbia, leste dos EUA.

O vídeo mostra agentes em um barco apontando para os bandos quando eles voam acima, abatendo-os no céu, uns poucos de cada vez.

Ativistas esperam que a filmagem ajude na sua campanha para parar com o que eles descrevem como “assassinato de cormorões financiado pelo contribuinte”.

A Wildlife Services (Serviços de Vida Selvagem), uma agência do Departamento de Agricultura dos EUA, encarregada de proteger os recursos naturais contra a vida selvagem, foi contratada pelo Corpo de Engenheiros do Exército dos EUA, para atirar nos cormorões e sufocar seus ninhos em óleo. De acordo reportagens do National Geographic, a Wildlife Service já matou pelo menos dois milhões de mamíferos e 15 milhões de pássaros desde 2000, que vão desde coiotes e pumas predadores de gado até porcos selvagens e aves que põem em perigo o tráfego aéreo.

Para diminuir a predação de jovens salmões em perigo de extinção que estão migrando na vazante da maré, a equipe iniciou no ano passado uma tentativa de reduzir o número de aves na East Sand Island, de 13.000 para 5.600 em um período de quatro anos. A agência estima que a ilha abrigue a maior colônia de corvos-marinhos-de-orelhas no mundo, com números de casais reprodutores aumentando de 100 em 1989 para mais de 15.000 em 2013, tornando-se 98% da população reprodutora do estuário e comendo mais de 12 milhões de quilos de salmão.

Entre Maio e Outubro do ano passado, a Wildlife Service matou mais de 1.700 aves e colocou óleo em mais de 5.000 ninhos, abafando os ovos com óleo de milho para sufocar os embriões dentro deles. Até a primeira semana do mês, a agência matou quase 1.500 pássaros desde que começou suas operações em abril deste ano. Sob licenças de depredação emitidas esse ano ao Grupo de Engenheiros pelo Serviço de Vida Selvagem e Pesca dos EUA, a Wildlife Services pode matar até 3.114 corvos-marinhos-de-orelhas, 93 corvos-marinhos de Brandt e nove cormorões-pelágicos. Os agentes podem ainda sufocar em óleo 5.247 ninhos, embora nenhum tenha sido destruído esse ano.

Gato e rato

Ativistas do Animal Welfare Group (Grupo de Bem-Estar Animal) chegaram em abril a bordo do Bob and Nancy, uma pequena embarcação Kodiak cinza paga por meio de uma subvenção do ativista do bem-estar animal e ex-anfitrião do programa “The Price is Right”, Bob Barker, e sua esposa Nancy Burnet. O grupo tem seguido a Wildlife Services, tentando documentar o abate com câmeras e um drone de oito hélices na parte de trás do barco.

A pedido da Wildlife Services, a Guarda Costeira dos EUA estabeleceu uma zona de segurança de cerca de 450 metros em torno dos barcos da agência. A Guarda Costeira alegou que era por motivos de segurança, enquanto os ativistas alegram que a agência de policiamento estava tentando abafar seus direitos da First Amendement (Primeira Emenda) de monitorar a matança. O Animal Welfare Group processou a Guarda Costeira, pedindo uma ordem de restrição temporária para ir à zona de exclusão, mas foi negada por um juiz federal.

Desafio Legal

O Corpo de Engenheiros enfrenta na justiça a Audubon Society of Portland (Sociedade Audubon de Portland) e outros quatro grupos de conservação e bem-estar animal que tentam parar o abate, alegando que a matança irá por em perigo toda a população ocidental de pássaros.

Um juiz federal negou a ordem de restrição à Sociedade Audobon por media cautelar para parar a matança. As partes deste caso estão programadas para apresentarem seus argumentos em julho.

Fonte: Daily Astorian

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