Ativistas dizem NÃO ao plano do exército de retirar cavalos selvagens da base de Lousiana, EUA

Ativistas dizem NÃO ao plano do exército de retirar cavalos selvagens da base de Lousiana, EUA
Nesta foto de 20 de setembro de 2014, fornecida pelo Exército dos EUA, cavalos selvagens pastam na frente de um soldado andando em um veículo armado, como parte de um detalhe sobre segurança no Centro de Treinamento de Preparação Conjunta de Fort Polk. Os oficiais estão tentando encontrar uma forma de lidar com aproximadamente 700 “cavalos invasores”, e tiveram uma reunião no dia 13 de agosto de 2015 para ouvir a opinião dos residentes e grupos ativistas, entre outros. (Foto: Sargento William Gore/U.S. Army 40th Public Affairs Detachment, via AP)

Amantes de animais processaram o Exército dos EUA contra os planos para desalojar cerca de 700 cavalos selvagens de sua base na Louisiana ocidental e de áreas de florestas nacionais que o exército usa para treinamento.

Os cavalos desempenham “um significativo papel histórico e cultural na área” de Fort Polk e da Floresta nacional Kisatchie, e os planos do exército enviarão muitos para o abate, de acordo com a ação judicial.

A ação alega que o Exército violou as leis, incluindo a Lei de Política Nacional Ambiental e a Lei de Preservação Histórica Nacional, ao decidir que não precisava preparar um relatório sobre o impacto ambiental e omitir outros passos exigidos para criar seu plano de colocar os grupos de cavalos para adoção por organizações sem fins lucrativos.

O Exército diz que os cavalos apresentam um risco à segurança das áreas de treinamento.

O exército e o comandante de Fort Polk, Brigadeiro General Gary M. Brito, são os réus da ação.

A porta-voz da base, Kimberly Reischling, não respondeu imediatamente ao pedido por comentários enviado por e-mail sobre a ação judicial, que a Clínica de Leis Ambientais Tulane arquivou no último dia 14 no tribunal federal em Baton Rouge em nome da Associação Guardiã de Equinos Pegasus – um grupo criado para proteger os cavalos.

O membro do conselho da Pegasus, Rickey Robertson, disse em uma declaração enviada junto da ação que o grupo quer que o exército deixe que os cavalos permaneçam e que “mitigue qualquer preocupação através de um gerenciamento apropriado”.

Ele disse que os colonos trouxeram os cavalos para a área por volta de 1818. Seus animais eram tão importantes que eles separaram partes da terra somente para pasto, ele escreveu.

“Os cavalos corriam livremente em Peason Ridge, por décadas e décadas, muito antes do acampamento Polk existir”, ele escreveu.

A ação judicial disse que o plano do exército provavelmente resultará no abate dos animais porque a maioria das organizações de bem-estar animal sem fins lucrativos não pode receber muitos de uma só vez, e muitos deles são selvagens há gerações, tornando-os inadequados para adoção.

“O exército irá vender os cavalos que não forem adotados. Mas cavalos vendidos em leilões são frequentemente comprados por abatedores e transportados para matadouros no México e Canadá”, a ação diz.

No começo deste mês, a Sociedade Protetora do Norte do Texas disse que iria levar cerca de 400 dos cavalos de Fort Polk para o Texas no decorrer de dois anos, 30 a 50 de cada vez.

Por Janet McConnaughey / Tradução de Alice Wehrle Gomide

Fonte: The Advocate

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