Ativistas em defesa dos animais fazem protesto em Quixelô, CE

Ativistas em defesa dos animais fazem protesto em Quixelô, CE
Protesto em Quixelô contra lei que prevê sacrifício de animais. Fotos de Wandenberg Belém.

Ativistas em defesa de animais e moradores de Quixelô, na região Centro-Sul cearense, realizaram na manhã desta sexta-feira, 27, um protesto em frente à Prefeitura contra a lei sancionada pela prefeita Fátima Gomes que autoriza a aplicação de eutanásia em cachorro com calazar.

O grupo protestou contra uma lei municipal que autoriza apreensão e sacrifica com eutanásia cachorros com leishmaniose, popularmente conhecida por calazar.

A professora Kátia Carmo reclamou a falta de política pública em defesa dos animais. “Essa lei deixou a gente indignado, eles deveriam cuidar, e não matar”, frisou. “Há uma lei anterior que prevê a construção de um abrigo, mas até hoje não saiu do papel”.

Ítalo Nascimento, radialista, um dos organizadores do evento, lamentou a aprovação da lei aprovada por unanimidade. “O que queremos é a revogação da lei com urgência”, defendeu. “Precisamos de um abrigo para zelar, cuidar dos animais”.

Mônica Santos, ativista defensora da causa animal, da ONG Arca do Assis, de Cedro, lamentou a decisão do município, que considerou equivocada.

Esclarecimento

O procurador do município de Quixelô, Danilson Passos, esclareceu que a lei é voltada somente para caso confirmados de animais doentes com calazar. “Só serão sacrificados os animais doentes, comprovadamente”, explicou. Ainda segundo o procurador, o combate doença é um caso de saúde pública.

De acordo com da Prefeitura de Quixelô, 37 animais aparecem como suspeitos de serem portadores da doença. Estima-se que desse total, pelo menos 15 devem ser confirmados. A implantação da lei foi uma demanda apresentada pelo Ministério Público, através da Promotoria de Quixelô, em abril passado.

O Convênio 

A Prefeitura de Quixelô firmou termo de cooperação técnica com o município de Cariús para apreensão e sacrifício com eutanásia de animais com a doença.

O convênio estabelece uma cota mensal de 12 animais a serem capturados e enviados ao Centro de Zoonoses de Cariús.

Ativistas que defendem a causa animal se posicionam contra a medida adotada pela gestão municipal.

Manifestante defende o bem-estar animal.

Veja protesto em Quixelô. Vídeo de Wandenberg Belém

Por Honório Barbosa

Fonte: Diário do Nordeste

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