Ativistas invadem aula de medicina com procedimento em animais vivos

Ativistas invadem aula de medicina com procedimento em animais vivos

Por Rose Mary de Souza

SP campinas 2varkens

A Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC Campinas) diz ter reconhecido nas imagens do sistema de segurança um ex-funcionário do Centro Cirúrgico, além de outra pessoa ainda sem identificação, como os dois invasores que filmaram parte de uma aula prática de medicina na quarta-feira. O vídeo dos invasores mostra os alunos com um professor realizando traqueostomia em cinco porcos vivos. O procedimento consiste em fazer o “paciente” voltar a respirar quando não pode ser entubado. Após serem flagrados, eles deixaram o local e as cenas gravadas foram parar nas redes sociais.

O departamento jurídico da universidade está apurando o caso e vai definir o que fará contra as duas pessoas que não são alunos da instituição, segundo José Gonzaga Teixeira Camargo, professor da Faculdade de Medicina e diretor-adjunto do Centro de Ciências da Vida da PUC Campinas, departamento que engloba os 10 cursos da área de saúde da universidade.

Segundo o professor, as duas pessoas estranhas à faculdade se apresentaram como ativistas de proteção animal e são contrários ao uso dos bichos em aula. Camargo falou que eles se aproveitaram das portas abertas do Laboratório de Bases de Técnicas Operatórias para invadir.

“Houve um protesto de sem-teto, que fechou a avenida, e muita gente chegou atrasada, por isso o laboratório estava com as portas abertas para os retardatários”, contou. “Quando foi percebido que os dois não eram alunos, os seguranças foram acionados e eles foram convidados a se retirarem”, disse.

De acordo com o professor, o uso de porcos e ratos faz parte do projeto pedagógico e é uma atividade ordinária e aprovado pela Comissão de Ética para Uso de Animais, que está vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia. O professor explica que os procedimentos são realizados com os animais anestesiados. A faculdade utiliza leitões e ratos criados em laboratório. O animal é aproveitado até ser descartado seguindo as normas técnicas.

Camargo falou que o incidente com os invasores não prejudicou a rotina da aula dentro da faculdade. Não houve tumulto e a ação das duas pessoas não foi percebida no momento, já que é comum a gravação em vídeo da aula com autorização e acompanhamento do professor.

Fonte: Terra

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