Ativistas protestam contra prática de vaquejadas e rodeios em Sorocaba, SP

Ativistas protestam contra prática de vaquejadas e rodeios em Sorocaba, SP
Manifestação ocorreu neste sábado no bairro Campolim em Sorocaba (Foto: Erick Pinheiro)

Cerca 50 ativistas dos direitos dos animais participaram neste sábado (26) de uma manifestação no Campolim em repúdio a projetos de lei que tramitam no Congresso Nacional com intuito de permitir e regulamentar prática de vaquejadas e rodeios no país. O protesto pacífico ocorreu das 11h às 13h, no cruzamento das avenidas Barão de Tatuí e Antonio Carlos Comitre. A cada fechamento dos semáforos, o grupo fazia intervenção nas faixas de pedestre, exibindo cartazes de repúdio à “tortura dos animais” e também em apoio a recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou que a prática das vaquejadas fere princípios constitucionais de preservação do meio ambiente.

O ato contou com participação de simpatizantes e representantes de 15 Ongs que atuam na causa animal, além de membros do Comitê Municipal de Direitos dos Animais (Codan) e da Comissão de Defesa dos Direitos dos Animais da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Sorocaba e Votorantim.

De acordo com a advogada Jussara Aparecida Fernandes, fundadora do Grupo de Amparo ao Melhor Amigo do Homem (Gamah), o ato é uma iniciativa do Movimento Crueldade Nunca Mais e foi promovido em mais de 50 cidades do Brasil. “O objetivo é sensibilizar a população contra uma série de propostas que ameaçam os direitos dos animais do Brasil”, comentou.

Desde 2009, uma lei municipal proíbe a prática de rodeios em Sorocaba mas, segundo Jussara, essa garantia está “sob ameaça”, já que em 1º de novembro o Senado aprovou um projeto de lei que eleva o tanto o rodeio quanto a vaquejada à condição patrimônio cultural imaterial. Para a ativista, se a proposta for sancionada pelo presidente Michel Temer (PMDB), as leis municipais e estaduais que versam sobre a proibição dessas práticas seriam consideradas inconstitucionais e perderiam seus efeitos. “Seria um retrocesso admitir isso, porque vaquejada e rodeio não são cultura. É tortura e covardia”, considerou.

Por Felipe Shikama

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