Ativistas protetores dos animais dos Estados Unidos repudiam a exportação de equinos

Ativistas protetores dos animais dos Estados Unidos repudiam a exportação de equinos

Tradução de Alice Wehrle Gomide

Grupos ativistas pelos direitos dos animais realizam campanhas para pedir aos Estados Unidos que proíbam as exportações de cavalos ao México e Canadá para abate e consumo humano, países que abatem o animal e exportam sua carne para a Europa e Ásia, onde muitos dos habitantes consideram a carne uma iguaria.

Em 2007, os ativistas conseguiram realizar o fechamento de três plantas processadoras de carne de cavalo que existiam nos Estados Unidos, mas as exportações norte-americanas de equinos ao México e Canadá dispararam.

Uma pequena quantidade de carne também é importada de volta para os EUA para alimentar animais de zoológico.

De acordo com a Equine Welfare Alliance, os EUA exportaram para o México, somente em 2015, 84.907 cavalos, 787% mais do que os 10.783 de 2006, um ano antes do fechamento das corridas de cavalo nos EUA.

As exportações para o Canadá também se elevaram na última década. Em 2015 os EUA exportaram a esse país 45.269 cavalos.

Desde 2006, pouco mais de um milhão de cavalos norte-americanos foram enviados ao México e Canadá para serem abatidos e sua carne posteriormente exportadas para a Europa e Ásia.

As crescentes exportações de cavalos a ambos os países estimularam a oposição de mais de vinte organizações nacionais de defesa dos animais, que estão pressionando o Congresso dos EUA para que estas sejam proibidas.

Os distintos grupos estão buscando apoio para que seja aprovada a iniciativa de Lei da Proteção de Exportação de Alimentos Americanos (SAFE), para proibir completamente a matança de cavalos e sua exportação para serem abatidos.

A iniciativa de HR 1942, que está pendente na Câmara de Representantes, declararia a carne de cavalo como não segura para o consumo humano devido aos medicamentos que são fornecidos a estes animais e proibiria o transporte de equinos com propósito de consumo humano, freando sua exportação.

Os ativistas argumentam que a exportação dos cavalos para o abate no México e Canadá não é nenhuma forma de eutanásia e frequentemente implica abuso e negligência.

“A opinião pública está do lado dos cavalos”, disse Holly Gann, integrante da Sociedade Protetora dos EUA, uma das principais organizações de direitos dos animais no país.

Uma pesquisa nacional realizada em 2012 mostrou que 80% dos norte-americanos se opõem ao abate de cavalos para o consumo humano.

De acordo com a Associação Norte-Americana para a Prevenção da Crueldade aos Animais (ASPCA), até um milhão de cidadãos estariam dispostos a adotar um cavalo caso não seja mais autorizada a exportação para o abate.

Fonte: Uni Obregón 

Nota do Olhar Animal: Sempre bom lembrar que não existe diferença relevante alguma entre cavalos, bois, porcos, aves, etc. que justifique uns serem abatidos para consumo e outros não. 

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