Ativistas repudiam comentários contra o toureiro Víctor Barrio e violência nas redes sociais

Ativistas repudiam comentários contra o toureiro Víctor Barrio e violência nas redes sociais

Tradução de Alice Wehrle Gomide

Vários grupos e partidos animalistas rejeitaram os comentários que foram feitos nas redes sociais contra o toureiro Víctor Barrio, que faleceu no dia nove de julho em Teruel, e a violência verbal que algumas pessoas utilizaram para se referirem a este caso ou para desqualificar os touros.

Todos os grupos consultados pelo jornal EFE, da Espanha, se desmarcaram desses comentários e das opiniões que correm nas redes sociais, e salientaram que partidos e organizações que defendem a abolição das touradas e lutam contra os maus-tratos dos animais não podem celebrar a morte de uma pessoa.

“Não compartilhamos nenhuma dessas opiniões e comentários”, afirmou Laura Duarte, porta-voz do Partido Animalista Pacma, e descreveu como “lamentável” a imagem que algumas pessoas estão dando para este caso.

Em declarações ao jornal EFE, Laura Duarte expressou seu pesar por ver que existem pessoas contrárias à violência animal e às touradas que “celebrem” a morte de uma pessoa, repudiando a atitude.

Quem luta pela abolição deste tipo de violência contra os animais não pode se alegrar com a morte brutal de uma pessoa em uma arena, manifestou Laura Duarte, e qualificou como “chocantes” alguns comentários e o tom de agressividade que foi utilizado nestes.

O deputado Chesús Yuste, porta-voz da Associação Parlamentária de Defesa dos Animais (APDDA), sinalizou que todos os comentários e atitudes são “completamente alheios” ao movimento animalista, e pediu o máximo de respeito para com uma pessoa que perdeu sua vida em uma praça de touros.

Em declarações ao EFE, Yuste observou que quem converte em uma “virtude” a defesa dos direitos dos animais e a luta contra o abuso animal não pode se alegrar pela morte de um ser humano. “Desagrada-me muito ver que existem pessoas que usam isso como um combate”, sinalizou Chesús Yuste, e acrescentou que não entende como podem se manifestar com esses termos e fazer esses tipos de comentários algumas pessoas que se identificam como ativistas antitaurinos.

Para a presidente da Associação Defesa Direitos Animais (ADDA), Carmen Méndez, também são “desagradáveis” esses tipos de comentários após uma morte tão violenta, e desvinculou essas opiniões do movimento a favor dos direitos dos animais e contra os maus-tratos.

Em declarações ao EFE, Carmen Méndez disse que “toda morte é lamentável”, e opinou que aqueles que mais deveriam repensar sobre as touradas e esses espetáculos “são os próprios taurinos”.

“Quem denuncia a violência infligida aos animais não pode aplaudir a violência contra uma pessoa”, manifestou a presidente da ADDA, que sublinhou que deveriam ser os próprios aficionados à tauromaquia quem mais se comoveriam perante tais incidentes.

Em sua opinião, “é absurdo que uma pessoa morra em um espetáculo”, recordando que em todos esses anos as morte em festas taurinas foram registradas como “novilhas” ou encerramento, já que a abolição dos mesmos deveria ser uma prioridade para as administrações.

Fonte: El Diario

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