Audiência pública discutirá soluções para os animais de rua em Itabira, MG

Audiência pública discutirá soluções para os animais de rua em Itabira, MG
Itabira concentra uma grande população de cães e gatos que perambula pelas ruas (Foto: Mariana Reis/De Fato)

Na próxima segunda-feira, 3 de abril, comunidade, poder público, especialistas e representantes de ONGs de proteção animal discutirão políticas públicas para controle da população de cães e gatos de rua em Itabira. A audiência pública está agendada às 19h, no auditório da Câmara de Vereadores. A iniciativa é do Legislativo itabirano e da Associação Municipal de Proteção Animal de Itabira (Ampari).

Foram convidados para o evento: o deputado estadual Noraldino Júnior, presidente da Comissão de Proteção dos Animais da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG); a coordenadora do Movimento Mineiro pelos Direitos Animais (MMDA), Adriana Araújo; a presidente da “Do Bem Pet” de Nova Lima, Daniela Araújo Passos; a médica veterinária Flávia Quadros; a PHD em Medicina Veterinária, Ana Liz Bastos; a presidente da Sociedade Galdina Protetora dos Animais e da Natureza de Caeté, Patrícia Dutra; e o vice-presidente da Aliança Juizforana pela Defesa dos Animais, Átila Torquato.

A presidente da Ampari, Kelley de Pinho Generoso, citou que o tema da audiência é urgente no município e carece do envolvimento e colaboração de toda a sociedade.

Inaugurado no ano passado, o Centro de Castração Municipal seria uma estratégia para o controle populacional de animais vadios em Itabira. O Centro foi instalado na região do aterro sanitário, às margens da estrada de acesso ao distrito de Ipoema, mas fez poucos atendimentos em 2016 e está atualmente parado, segundo Kelley.

Para a Ampari, o Centro precisa ser rediscutido por diversas razões: é de difícil acesso para a população; o aterro sanitário é inviável como instalação da unidade de castração; é local possível de contaminação dos bichos por doenças como leishmaniose; entre outros motivos.

“O serviço precisa ser feito da maneira correta. O centro de castração, para funcionar efetivamente, precisa ter um número em massa de cirurgias. Castrar um por dia não resolve, porque nascem 10, em contrapartida”, lamentou a dirigente.

Fonte: De fato Online 

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