Aumentam o interesse comercial e as mortes de animais em extinção

Aumentam o interesse comercial e as mortes de animais em extinção

Está a aumentar o interesse do mercado de luxo por animais em extinção. O assassinato em larga escala de elefantes e de rinocerontes está em foco na reunião da CITES que está a decorrer em Genebra, na Suíça.

Por Juliana Batista

SUICA john scanlon cites 7108681 o

O comércio ilegal de marfim, de chifres de rinoceronte e de outras partes de animais em extinção continua a aumentar em todo o mundo. De acordo com a Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies Ameaçadas (CITES), o tráfico de animais em extinção estava relacionado com a medicina tradicional, mas, atualmente, está ligado à «necessidade de luxo e de riqueza». A CITES considera esta mudança «perturbadora».

Além disso, houve ainda uma mudança no tráfico de marfim, com «indivíduos a guardar o produto para fins de especulação, esperando que o valor do marfim suba com o tempo», aponta a Rádio das Nações Unidas. As alterações nos padrões de consumo e o assassinato em larga escala de elefantes e de rinocerontes são temas que serão abordados na reunião da CITES que está a decorrer Genebra, na Suíça, até à próxima sexta-feira, 11 de julho.

John Scanlon, diretor da CITES, considera que este é um momento «crítico». Segundo o responsável, «restam apenas 500 mil elefantes no mundo e 20 mil rinocerontes». «A extinção dos rinocerontes-de-sumatra já é uma realidade, porque são menos de 50 nas selvas», recorda. «Sobram apenas 3 mil tigres e 10 mil onças nas selvas do planeta», acrescenta John Scanlon. Por isso, o diretor da CITES pede «ações mais firmes e rápidas para garantir a sobrevivência dessas espécies».

Fonte: Fátima Missionária (Portugal) / mantida a grafia original

Os comentários abaixo não expressam a opinião da ONG Olhar Animal e são de responsabilidade exclusiva dos respectivos autores.