Austrália vai assassinar 2 milhões de gatos selvagens

Austrália vai assassinar 2 milhões de gatos selvagens

Razão: os felinos estão a ameaçar a uma série de espécies nativas deste país.

Australia guerra gatos selvagens

Será difícil para um defensor dos animais não se insurgir contra esta notícia. Nos próximos cinco anos, ou seja, até 2020, o governo australiano planeia exterminar cerca de dois milhões de gatos selvagens, em nome da biodiversidade do país, defende. Todos os estados concordaram que este tipo de gato deve ser classificado como uma “peste” porque, devido aos seus instintos predatórios, ameaça a sobrevivência de várias espécies nativas da Austrália, como o gato marsupial ou o bilby (um mamífero marsupial australiano), por exemplo.

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A ideia do governo é apanhar os felinos recorrendo a armadilhas e depois administrar-lhes um veneno para que possam morrer da forma mais “humana e eficaz” possível, explicaram ao jornal Washington Post.

Os gatos selvagens foram introduzidos nas Antípodas (Austrália e Nova Zelândia) há cerca de 200 anos por colonizadores europeus, e disseminaram-se rapidamente. Segundo as estimativas do governo, hoje em dia, os cerca de 20 milhões de felinos da Austrália matam por dia 75 milhões de outros animais nativos.

Estima-se por isso que a Austrália terá mais de 1800 espécies em risco, o que faz com que este país tenha um dos piores registos de extinção do mundo. E se existem algumas pessoas mais conservadoras que apoiam esta decisão e que defenda que é essencial para manter a biodiversidade no país, também há quem considere a notícia um verdadeiro atentado aos direitos dos animais, como o cantor britânico Morrissey.

Fonte: Sábado

 

Nota do Olhar Animal: Assim como ocorre em muitas partes do mundo com os de cães, gente de moral rasa, tecnicamente incompetente e muitas vezes comodista opta pelo extermínio dos animais como método de controle populacional. O especismo fica bastante evidente quando projetamos esta mesma medida sendo tomada para controlar a população humana. Existe animal mais prejudicial à biodiversidade do que o ser humano? E, mesmo assim, seria esta uma ‘solução’ aceitável? Haverá aqueles que defenderão que, também com humanos, isto deva ser feito. As pessoas que defendem esta tese oferecem suas próprias vidas para que se comece tal controle? Ou, como no caso dos outros animais, estão oferecendo a vida alheia? Com que direito?

 

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