Ave que ‘dá gargalhada’ é devolvida à natureza em Mogi das Cruzes, SP

Ave que ‘dá gargalhada’ é devolvida à natureza em Mogi das Cruzes, SP

Seriema foi resgatada por Bombeiros em imóvel com escoriações leves. Pássaro gosta de campos abertos e será solto em Sabaúna.

Por Jamile Santana

Depois de cair em uma residência no distrito de Brás Cubas, em Mogi das Cruzes, e receber atendimento veterinário, uma seriema será solta em Sabaúna nesta quarta-feira (13). A ave foi resgatada pelo Corpo de Bombeiros com escoriações leves na tarde de terça (12). Conhecida por suas “gargalhadas”, ela já está bem e voltará a seu habitat.

De acordo com o médico veterinário especialista em animais silvestres, Jefferson Renan Araújo Leite, apesar de a ave não correr risco de extinção, sua presença na área urbana não é comum. “É uma ave muito abundante na nossa região, em Guararema, principalmente. Aqui em Mogi, é possível ouví-la em bairros próximos à vegetação nativa, como Rodeio e Sabaúna, por exemplo”, explicou.

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A Seriema Cariama cristata, entrou em uma residência e foi recolhida. Assustada e com algumas pequenas escoriações, ela foi entregue ao Corpo de Bombeiros, que levou o animal até a clínica. Ela tinha escoriações leves nas patas, provavelmente provocadas pela contenção inadequada. A ave passou a noite recebendo cuidados especiais e deve ser solta em um local descampado. “Elas gostam de campos abertos, pastagens. Tem um ambiente assim na estrada Velha de Sabaúna, onde já ouvi algumas cantando. Vou levá-la para lá”, detalhou o veterinário.

Gargalhada

No ano passado, durante um passeio fotográfico em Guararema, o veterinário Jefferson Leite flagou um grupo de seriemas em Guararema.

De acordo com o Departamento de Águas e Energia Elétrica (Daee), desde 2011 ao menos 2 mil animais já foram enviados para o Centro de Recuperação de Animais Silvestres (Cras) no Parque Ecológico do Tietê. Boa parte das espécies saiu de Mogi das Cruzes.

O especialista defende que a região precisa urgentemente de um centro especializado mais completo em alguma cidade da região. De acordo com o Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE), que administra o CRAS no Parque Ecológico do Tietê, desde 2011 a unidade recebeu mais de 1,9 mil animais resgatados ou apreendidos no Alto Tietê, a maioria de Mogi das Cruzes.

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De acordo com Leite, a implantação do CETAS ou do CRAS não precisa, necessariamente, ser feita pelo Poder Público. O veterinário tem feito diversas pesquisas sobre a implantação destes dispositivos em outras cidades, e em vários casos, a criação dos centros surgiu em parceria com empresas, como forma de compensações ambientais.

“Isso pode ser feito a partir de um CNPJ. Em Jambeiro, por exemplo, a empresa que administra o aterro sanitário criou o projeto como forma de compensação. Isso também acontece com algumas empresas que precisam atender Termos de Ajuste de Conduta (TACs), determinados pelo Ministério Público”.

Algumas áreas de Mogi que poderiam abrigar o centro já foram sondadas. “Além da localização em si, é necessário pensar numa área onde é possível fazer a soltura destes animais. Em Mogi, já observamos a possibilidade no Itapeti e Taiaçupeba. Área é o que não falta”, destacou.

A Secretaria de Meio Ambiente do Estado de São Paulo informou que “na região Leste do Estado há a maioria desses empreendimentos em funcionamento e relativamente próximos a Mogi das Cruzes. Este Departamento de Fauna entende que a prioridade, na presente gestão, é implantar CETAS em outras regiões do Estado, como ao norte, oeste e centro, que não contam com esses equipamentos”.

Assista ao vídeo clicando aqui.

Fonte: G1

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