Aves em extinção e 33 cães são resgatados de casa insalubre em Irajá, no Rio

Aves em extinção e 33 cães são resgatados de casa insalubre em Irajá, no Rio
Cães amontoados em uma casa de Irajá; dono foi detido. — Foto: Reprodução/TV Globo

Uma denúncia anônima levou uma força-tarefa a resgatar, nesta segunda-feira (8), 37 aves e 33 cães que se amontoavam em uma casa em Irajá, na Zona Norte do Rio.

Vídeo: Imagens mostram cães e aves em extinção resgatados em Irajá.
 
Segundo a Subsecretaria Estadual de Proteção aos Animais, o local era insalubre.

O dono do imóvel foi detido e autuado na Lei Sansão, contra maus-tratos a animais, e pode pegar até cinco anos de prisão.

Alguns pássaros encontrados são de espécies ameaçadas de extinção, como uma araponga, um tiê-sangue e um cardeal.

O dono da casa disse que comprou a araponga por R$ 2 mil na feira de Duque de Caxias.

“Não tinha possibilidade de esses animais ficarem lá”, afirmou Cristina Cruz, coordenadora da subsecretaria.

Araponga, ave ameaçada de extinção, foi resgatada em Irajá. — Foto: Reprodução/TV Globo

A Lei Sansão
 
O dono da casa contou que apenas criava e não pretendia revender os bichos. Ele foi autuado por maus-tratos e crime ambiental pela Lei Sansão.

lei federal entrou em vigor em setembro do ano passado e é uma homenagem a um pitbull que teve as patas arrancadas em Minas Gerais.

Jack Caldeirini, coordenador de Operações da Secretaria Municipal de Proteção aos Animais, contou que esta é a primeira vez que a Lei Sansão é aplicada no Rio.

“Queremos intensificar as ações de combate aos maus-tratos aos animais. Não ficará impune qualquer tipo de crime contra nossos animais, a nossa fauna e nossa flora”, disse.

No domingo (7), a feira de Duque de Caxias também foi alvo de uma operação contra a venda de animais e maus-tratos.

Doze pessoas foram detidas após a apreensão de filhotes de cães e dezenas de pássaros silvestres.

Sansão, o cão torturado que deu origem a lei federal que endureceu as penas contra maus-tratos a animais — Foto: Ticiana Lima Dornas.

Por Luana Alves

Fonte: G1

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