Baleia-jubarte com rede de pesca presa na cabeça morre encalhada em Guaratuba, PR

Baleia-jubarte com rede de pesca presa na cabeça morre encalhada em Guaratuba, PR
Animal encontrado na segunda-feira (27) foi a sexta baleia encalhada em três meses no litoral do Paraná. — Foto: Divulgação/CEM-UFPR

Uma baleia-jubarte de 8 metros morreu encalhada em Guaratuba, no litoral do Paraná, na segunda-feira (26), de acordo com o Centro de Estudos do Mar (CEM) da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

VÍDEO: Baleia jubarte de oito metros morre encalhada em Guaratuba

De acordo com o centro, o animal foi encontrado com uma rede de pesca presa na cabeça. Poucos minutos após encalhar, a baleia morreu.

Segundo o CEM, o animal tinha marcas de rede em outras partes do corpo e encalhou com o ventre para cima na área de arrebentação do mar.

Uma necropsia será realizada para identificar a causa da morte do animal.

Pesquisadores encontraram uma rede de pesca presa na cabeça da baleia. — Foto: Divulgação/CEM-UFPR 
Pesquisadores encontraram uma rede de pesca presa na cabeça da baleia. — Foto: Divulgação/CEM-UFPR

Seis encalhes em três meses

No domingo (25), a carcaça de outra baleia-jubarte tinha encalhado no litoral do estado. O animal chegou à praia do Parque Nacional de Superagui, em Guaraqueçaba, morto.

De acordo com a equipe do CEM que foi até o local, a baleia tinha ferimentos pelo corpo causados por redes de pesca.

Segundo o centro, seis baleias encalharam nas praias do litoral do Paraná em três meses. 

O centro de pesquisa informou que há uma maior incidência de baleias jubartes na região nesta época do ano, porque é neste período que os animais migram da região da Antártica, onde se alimentam no verão, até o litoral da Bahia, onde elas se reproduzem.

Segundo o Instituto Baleia Jubarte, os encalhes estão acontecendo por motivos diversos, entre eles morte natural, aproximação dos animais à costa e aumento da interação destes com redes de pesca e embarcações, causando assim riscos de emalhe e colisão com os barcos e navios.

Fonte: G1

Os comentários abaixo não expressam a opinião da ONG Olhar Animal e são de responsabilidade exclusiva dos respectivos autores.