Barbárie: cavalo sofre maus-tratos e tem couro retirado após morte, em Guaporé, RS

Barbárie: cavalo sofre maus-tratos e tem couro retirado após morte, em Guaporé, RS

A crueldade contra os animais parece não ter limites em Guaporé. Apesar das campanhas de conscientização, da ação fiscalizadora e até das punições em lei, ainda assim as pessoas continuam praticando barbáries contra os seres mais indefesos.

Segundo as voluntárias da Organização Não Governamental (ONG) Protegendo Animais Ponto Com (PAC), “na quinta feira, dia 19 de outubro, um cavalo de pelagem alazão tostado, foi encontrado morto. Segundo relatos de populares, o equino estaria atolado em uma poça, já fazia uma semana, sofrendo e sem comer, aguentando toda a chuvarada da última semana. O cavalo aparentava estar bem debilitado e foi resgatado, sendo retirado do buraco, porém não resistiu ao longo tempo sem comida e debaixo de tanta água, vindo a óbito logo em seguida. Não sendo pouco o sofrimento, ainda teve sua pele arrancada, provavelmente para fazer artigos de couro. Para arrancar a pele tiveram tempo, mas para ajudar o animal, faltou humanidade”.

A PAC, através das suas voluntárias vai registrar um boletim de ocorrência na Delegacia de Polícia (DP) para que as autoridades possam descobrir o proprietário do animal e fazê-lo pagar pela atrocidade.

“Essa atrocidade é uma das que apareceram, porque tem muitas outras que a gente nem fica sabendo. Ficamos estarrecidos com o que vimos na Vila Verde e vamos tomar as providências cabíveis. É um caso chocante e o proprietário não fez absolutamente nada para evitar a morte do animal. Vamos registrar uma ocorrência e queremos que o caso seja investigado. Temos que ter uma resposta positiva da polícia e que esse caso sirva de exemplo para que não ocorram novas barbáries e maus tratos com os animais”, disse Maristela

A presidente da ONG afirma que muitas vezes há um sentimento de impotência e muita tristeza, já que não só aqueles que praticam as maldades, mas também aqueles que enxergam os maus tratos e nada fazem, contribuem para o sofrimento dos animais. A crueldade sempre atinge os mais fracos e que não podem se defender.

“Quem é ruim com um animalzinho, não tem piedade, amor ou humanidade com crianças, idosos. Não se trata apenas de defender os animais, e sim, defender a vida. O direito à vida do outro. Sem dor, sem fome, sem sede, sem maldades. Se todos fizerem sua parte, todos ganham com um mundo melhor”, finaliza.

Maristela quer que a comunidade se mobilize, busque apoio dos legisladores, do Poder Público e órgãos de segurança pública, para que leis mais rigorosas sejam criadas e os tutores dos animais sejam responsabilizados em casos de maus tratos.

“Eles tem que ter a consciência que devem cuidar bem senão vai sofrer sanções. Precisamos que toda a sociedade lute conosco, pois a PAC sozinha não conseguirá”, disse.

Atrocidade com animal leva a ONG ao registro na Delegacia de Polícia | Foto: PAC/Guaporé
Atrocidade com animal leva a ONG ao registro na Delegacia de Polícia | Foto: PAC/Guaporé

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