Barreira é instalada no estuário do Rio Tatuamunha, em Alagoas, para proteger peixes-bois de óleo

Barreira é instalada no estuário do Rio Tatuamunha, em Alagoas, para proteger peixes-bois de óleo

Uma barreira com boias começou a ser instalada na tarde desta quinta-feira (17) para impedir a entrada de óleo no estuário do Rio Tatuamunha, em Porto de Pedras, Alagoas, local de grande concentração de peixe-boi marinho, mamífero em perigo de extinção. A decisão de instalar a barreira foi do ICMBio, responsável pela preservação do estuário.

Vídeo: Mutirão limpa praias de Japaratinga e Maragogi, AL.

Durante a tarde, uma equipe especializada de contenção de emergência começou a preparar as boias para fazer uma barreira no Rio Tatuamunha, onde vivem 15 peixes-bois.

O coordenador do Centro de Pesquisas e Conservação da Biodiversidade Marinha do Nordeste (Cenepe), Leonardo Messias, falou sobre a barreira.

“O óleo se adere à pele. O peixe boi também pode ingerir esse óleo, pode ficar em contato com os olhos. Então não é um elemento que o peixe-boi tenha contato naturalmente e se ele tiver contato com isso vai causar sérios riscos à saúde do animal. A intenção é essa, que a barreira impeça a entrada do óleo no estuário do Rio Tatuamunha e, consequentemente, no recinto do peixe-boi”.

Maragogi

Vídeo: Manchas de óleo atingem a praia de Maragogi, em Alagoas.

O dia foi de limpeza em Maragogi, que é um dos lugares mais procuradores quem chega ao Nordeste por ter a maior concentração de recifes de corais e piscinas naturais da região. A Prefeitura de Maragogi usou garis e tratores na limpeza e voluntários também ajudaram a retirar o óleo. Manchas de óleo chegaram a Maragogi na quarta-feira.

Os turistas de São Paulo encontraram uma das praias de Maragogi cheia de óleo.

“Muito triste. Eu já vim aqui outras vezes e não estou acreditando no que estou vendo”, disse a dona de casa Adriana Tramborli, turista de São Paulo.

“A gente fica triste, porque nós somos turistas. A gente quer ver, vê as fotos. Impossível para nado, não dá nem para pisar ali na frente”, contou a vendedora Henddy Caroline, turista de São Paulo.

Comerciantes da praia de Antunes não puderam trabalhar nesta quinta.
“Um dia perdido tanto da gente quanto do turista”, disse a comerciante Uerike Cláudia da Silva.

Japaratinga

Centenas de pessoas se juntaram para ajudar a limpar as manchas nas praias em Japaratinga. A Marinha montou a frente de serviço na Praia do Boqueirão.

O comandante do 3º distrito Naval da Marinha, Alan Guimarães Azevedo, falou sobre o trabalho de limpeza.

“O que a gente vem fazendo é junto com os outros demais órgãos ambientais tanto municipais, federais como estaduais e, principalmente a Marinha, é contribuindo para essa limpeza”, explicou o comandante.

O chefe da divisão técnica do Ibama-AL, Rivaldo Couto, explicou que o trabalho não acaba com os mutirões de limpeza, porque a preocupação agora é com os animais marinhos.

“Nossa equipe no Brasil todo está avaliando os impactos dessa ocorrência de óleo gigantesca no Brasil todo. A gente não tem ainda essa informação do nível de impacto. Com certeza limpeza não será 100%, vai gerar resíduos ainda que vão permanecer por um bom tempo e a gente vai monitorar e ver quais são os impactos na fauna e na flora”, disse Rivaldo Couto.

Fonte: G1 

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