Batalhão Ambiental resgata 17 animais silvestres em residências em Mato Grosso

Nos últimos cinco dias, policiais do Batalhão de Policia Militar de Proteção Ambiental (BPMPA) resgataram 17 animais silvestres em residências das cidades de Cuiabá, Várzea Grande e Santo Antônio de Leverger. São quatro gaviões, duas ariranhas, um gambá, um jabuti, um sabiá, um tamanduá, duas cobras (sendo uma jararaca e outra jiboia), uma coruja, duas lontras e um filhote de veado-campeiro.

O veado-campeiro, por exemplo, um filhote com pouco mais de 40 dias de nascimento, estava sendo criado como animal doméstico em uma residência em Cuiabá. No bairro Pedra 90, também no quintal de uma casa, foram resgatados um filhote de gavião e um gambá.

Já no Jardim Vitória, região Norte de Cuiabá, os policiais encontraram um filhote de lontra. A outra lontra estava na casa de uma família em Santo Antônio de Leverger. Os dois animais são filhotes. Vale lembrar que essa espécie tem os rios e lagos como habitat natural, e sua fonte de alimentos são os peixes, crustáceos, entre outros.

No bairro Popular, área central de Cuiabá, um morador fez a entrega voluntária de um sabiá. No Jardim Paula I, em Várzea Grande, os policiais da Patrulha Terrestre encontraram um tamanduá.

De acordo com o sargento Joelson do Nascimento de Paula, gerente de Fauna e coordenador do Centro de Triagem de Animais Silvestres do Batalhão Ambiental, semanalmente, são resgatados cerca de 40 animais, muitos deles vítimas de atropelamento e de maus-tratos.

O sargento De Paula explica que os bichos são localizados a partir de denúncias anônimas, patrulhamento terrestre e aquático feito pelo Batalhão e por solicitações dos próprios criadores para entrega voluntária. Nesse último caso, a pessoa que estava com o animal não responde por crime ambiental.

Além do Centro de Triagem, onde os animais ficam até que apresentem condições de soltura, de sobreviver na natureza, uma parceria com os hospitais veterinários das faculdades de Medicina Veterinária da UFMT e de uma universidade particular assegura atendimentos aos resgatados. Para essas unidades de saúde, são levados aqueles que apresentam fraturas e outras sequelas.

Biólogo com pós-graduação em Gestão Ambiental e várias especializações, entre as quais em Contenção Animal, o sargento De Paula assinala que o grande número de animais resgatados em ambientes domésticos é uma consequência da falta de responsabilidade sobre o trabalho e riscos de manter espécies silvestres em casa.

“As pessoas pensam que é fácil cuidar e quando percebem que dão trabalho maltratam ou querem desfazer-se dos bichos”, enfatiza. O atendimento no Centro de Triagem e demais ações da Polícia Ambiental são desenvolvidas em parceria com a Sema (Secretaria de Meio Ambiente).

Fonte: Só Notícias 

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