Beirute proíbe venda de pintinhos coloridos

Beirute proíbe venda de pintinhos coloridos

A autoridade máxima de Beirute, capital do Líbano, anunciou na última sexta-feira (3) a proibição da venda de pintinhos coloridos, num esforço de proteger os direitos desses animais, que são submetidos a tratamentos cruéis no processo de coloração e venda nas principais ruas da cidade.

Tradução de Flavia Luchetti

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O governador de Beirute, Ziad Chebib, decidiu proibir a venda de pintinhos coloridos em sua província, a fim de assegurar o bem-estar destes animais. A medida foi divulgada nesta sexta-feira (3).

Chebib afirmou ao jornal libanês The Daily Star sentir muita preocupação com a coloração, venda e o tratamento a que os pintinhos são submetidos, e, portanto a proibição das vendas chega para “ajudar a prevenir doenças evitáveis e ensinar às crianças a importância do bem-estar animal”.

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A decisão foi tomada “em um esforço de proteger crianças e animais por igual”, disse o governante.

Para o diretor-executivo da ONG “Animals Lebanon”, Jason Meir, esta é uma boa notícia porque a organização que ele dirige deseja por um fim no comercio dos pintinhos coloridos.

“Aprecio a palavra do governador sobre esta decisão”, disse Meir, acrescentando que a medida do governador de Beirute visa ajudar “a compreensão de todos de como o bem-estar animal está diretamente relacionado com eles”.

Os dados: No Líbano, pintinhos são tingidos artificialmente para servirem de presentes para as crianças durante a Páscoa. Embora a tradição seja muito popular no país, também é praticada em outras partes do mundo.

Processo cruel

Ativistas pelos direitos dos animais chamaram a atenção sobre a crueldade referente à coloração e a venda de pintinhos.

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As pequenas aves são tingidas em tons de rosa brilhante, verde e azul, e são vendidas nas estradas do Líbano pelo preço máximo de 2.000 libras libanesas (1,50 dólares).

Uma reportagem recente da Al-Jadeed TV mostrou o processo cruel que sofrem os pintinhos durante o tingimento. Em um vídeo, uma pessoa derruba um grupo de pintinhos bebês em um balde e despeja a tinta ao redor até que eles fiquem completamente cobertos. Nesse processo, a manipulação brusca acaba rompendo as perninhas e as frágeis asas dos pintinhos.

Como se já não bastasse, Meir disse ainda que alguns dos corantes utilizados “são corantes alimentares a base de vegetais e relativamente seguros, já outras bases são toxicas, feitas com óleos e ingredientes sintéticos”.

“Você não pode garantir o bem-estar destes animais quando os mantém sentados a margem de uma rodovia debaixo de sol, sem comida e sem água

durante todo o dia”. Alguns desses animais simplesmente morrem, e se não morrem acabam sofrendo uma grave desidratação.

Meir disse que a melhoria no tratamento de animais no Líbano é um processo gradual e que este é o objetivo central da nova Lei Nacional de Proteção Animal e a Lei de Bem-estar.

Fonte: Telesur

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