Berkeley aproveita a reputação ecologista e se torna a primeira cidade a exigir que APENAS refeições veganas sejam servidas nos eventos da cidade

Berkeley aproveita a reputação ecologista e se torna a primeira cidade a exigir que APENAS refeições veganas sejam servidas nos eventos da cidade
Foto: Pixabay

Berkeley, na Califórnia, tem uma longa história de progresso pioneiro na política e na sociedade. Os manifestantes da década de 60 ajudaram a impulsionar a revolução poderosa da época com ideais de justiça e tolerância que já foram considerados radicais, mas agora são normas sociais. E esse espírito revolucionário sobreviveu na cidade de East Bay Area durante as décadas até então.

Em termos de direitos dos animais e do meio ambiente, as “babás de árvores” tentaram proteger um bosque de árvores valioso contra o corte por 649 dias em meados da década de 2000, e Berkeley foi a segunda cidade do país (depois de West Hollywood) a proibir a venda de peles em 2017 e propôs a legislação da Comissão de Desperdício Zero/Jantar Sem Descartáveis este ano, que exigiria que restaurantes fornecessem apenas recipientes reutilizáveis para viagem (isso foi depois que a cidade ajudou nos movimentos de liderança anti sacolas plásticas e canudos por solicitação da Califórnia). Nesse sentido, a cidade também oferece recipientes de reciclagem E compostagem (mesmo para a cozinha!) para residentes ajudarem a diminuir o desgaste do nosso ambiente e da vida selvagem.

Em termos de alimentação, a Universidade da Califórnia, Berkeley, que detém com orgulhoso o título de melhor universidade pública do mundo, com milhares de estudantes americanos e estrangeiros, oferece uma abundância de opções veganas em seus refeitórios e cafés, e inúmeros restaurantes veganos bem conhecidos surgiram e prosperaram na cidade. Além disso, o Laboratório de Carnes Alternativas da universidade tem trabalhado para criar proteínas cultivadas em laboratório e existe um curso que ensina os estudantes sobre esse processo — uhu! E agora, em outra corajosa iniciativa para o planeta, o conselho da cidade de Berkeley aprovou um decreto exigindo que SOMENTE refeições veganas sejam servidas nos eventos da cidade uma vez por semana.

Os membros do conselho, Kate Harrison, Cheryl Davila e Sophie Hahn, apresentaram o novo decreto em uma tentativa de abordar outra resolução aprovada em junho que declarou “emergência climática” e apontou que Berkeley seja livre de combustíveis fósseis até 2030. Chamada de Resolução das Segundas-feiras Verdes, a nova legislação declara que “todos os estabelecimentos e programas de propriedade da cidade e gerenciados pela cidade fornecerão somente alimentos à base de vegetais nas segundas-feiras (ou outro dia da semana).” A resolução também declara que todas as reuniões do Conselho da Cidade somente oferecerão alimentos veganos.

A nova legislação detalha que: “Análises científicas mostraram que uma das formas mais eficientes para uma pessoa reduzir as emissões de gases de efeito estufa é diminuir ou eliminar o consumo de carne e laticínios … Ao reduzir sistematicamente o consumo de carne e laticínios, os cidadãos de Berkeley podem alcançar dois objetivos: reduzir de forma substancial nossas emissões de gases de efeito estufa no coletivo e servir como modelo para outras municipalidades em todo o país e no mundo.”

Como acontece com muitas ideias novas, pode haver alguma resistência daqueles que são receosos à mudança, mas como a história de Berkeley mostrou, mudanças equivalem com frequência a progresso, e é isso que o mundo precisa para superar nosso modo de autodestruição atual regido pela pecuária industrializada.

O Conselho da Cidade de Berkeley está absolutamente certo ao fazer a conexão entre nossas dietas e o meio ambiente. Nossas escolhas alimentares têm o potencial de prejudicar ou curar nosso planeta, e cabe a cada um de nós tomarmos decisões mais conscientes quando se trata do que consumimos. Obrigada, Berkeley, por se posicionar como líder e ajudar a impulsionar o movimento e a mensagem da alimentação baseada em vegetais.

Para saber mais sobre como nossas escolhas alimentares geram impacto no meio ambiente, não deixe de conferir o livro Eat for the Planet!

E lembre-se de COMPARTILHAR essa ótima notícia com a sua rede como lembrete de que o mundo só pode sobreviver se o futuro for à base de vegetais!

Por Natasha Brooks / Tradução de Juliana Cambiucci

Fonte: One Green Planet


Nota do Olhar Animal: Ecologismo e veganismo têm conceitos muito distintos. O ecologismo é “um movimento de defesa de um maior equilíbrio entre o ser humano e as suas intervenções no meio ambiente”. O veganismo “é uma posição moral que se opõe à exploração dos animais não humanos ou, de outro modo, a prejudicá-los” (definição do site Ética Animal). Há uma discrepância de propósitos clara entre os dois movimentos, que resulta em posições opostas em grande parte das questões que envolvem os animais.

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