ONG Bicho Brother e Guarda Civil Metropolitana se reúnem para discutir a situação do cemitério da Quarta Parada, em SP

Bicho Brother e Guarda Civil se reúnem para discutir matança de gatos no cemitério da Quarta Parada, em SP

A reunião entre a ONG Bicho Brother e a Guarda Civil Metropolitana (GCM) ocorreu no último dia 26 na sede da corporação policial, na região central da cidade de São Paulo.

Na pauta um problema que atormenta de modo severo a comunidade do cemitério da Quarta Parada: a invasão de um grupo de marginais que ataca as pessoas, agride os animais e depreda o patrimônio do cemitério localizado no bairro da Água Rasa, Zona Leste paulistana:

“Isso não é de hoje”, afirma Eduardo Pedroso, idealizador e um dos gestores da ONG, “o gato Cascão, símbolo do cemitério, foi morto de forma violenta em 2015, na perícia feita à época constava ruptura de órgãos internos, o que sugere que ele foi morto com chutes e pauladas. O mesmo que vem acontecendo agora com animais que estão sendo, inacreditavelmente, abandonados todos os dias no cemitério. Também os cães dos invasores matam os gatos abandonados. São mais de 40 até o momento”, acrescenta Eduardo.

Os gatos antigos, que passaram pelo processo de captura, esterilização, vacinação contra raiva e devolução, não são normalmente os alvos dos ataques, segundo apurou a redação do Olhar Animal.

“São os novos, os abandonados recentemente. Infelizmente alguém ou algum grupo está jogando gatos que não são de vida livre no cemitério. Eles têm sido devorados pelos cães dos invasores e pelos próprios invasores. As perícias e as testemunhas têm apontado isso, reclama Mônica Miguez, que faz trabalho de controle ético dos gatos de vida livre que vivem no Quarta Parada. “Percebemos um aumento brutal do número de animais abandonados. A gente tinha controlado a população de felinos, todos os que estavam no cemitério, exceto alguns machos, haviam passado pelo processo de CED. Agora temos esse monte de gato novo aqui, e quase todos estão sendo mortos”, conclui a ativista.

Reabertura da base

O gestor ambiental Eduardo Pedroso cobrou de maneira cordial e firme uma posição do comandante-geral Carlos Alexandre Braga sobre o assunto. O comandante afirmou não se opor à reativação da base e determinou que após a reunião inspetores fossem analisar as dependências físicas da base que foi fechadas cerca de três anos atrás.

“Se houver a concretização da reabertura da base será um passo enorme para conquistarmos a segurança que precisamos para continuar nosso trabalho de controle e proteção animal. Nunca, em momento algum, as relações entre as instituições estiveram tão boas. A ONG Bicho Brother e a GCM têm a oportunidade de inaugurar um tempo de paz no cemitério. O comandante Braga e sua equipe estão nos apoiando incondicionalmente, assim como a direção do cemitério. O administrador Claudio M.P Azara tem sido muito atencioso e pró-ativo. Finalmente estamos sendo ouvidos e poderemos colaborar para o bem de toda comunidade humana e animal ligada ao Quarta Parada”, reconhece o gestor.

Abaixo-assinado

A ONG Bicho Brother disponibilizou um abaixo assinado nas redes sociais para que todos possam demonstrar seu apoio à reabertura da base da GCM do cemitério da Quarta Parada; segue o link: https://www.change.org/p/guarda-civil-metropolitana-pela-reabertura-da-base-da-gcm-no-cemit%C3%A9rio-da-quarta-parada

Vigília

Ativistas do São Paulo Animal Save farão neste domingo, 02/09, às 14 horas, um ato pacífico nas dependências do cemitério da Quarta Parada para pedir o fim das mortes dos gatos.

Informações sobre a vigília estão aqui: https://www.facebook.com/events/472199256591321/

Foto: Da esquerda para a direita: inspetor Aldrin, Eduardo Pedroso, comandante Braga e inspetor Valdirley. 

Fonte: Olhar Animal

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