Biguá passa por cirurgia em SC após levar tiros de arma de pressão na asa

Biguá passa por cirurgia em SC após levar tiros de arma de pressão na asa
Biguá precisou passar por cirurgia e vai fazer fisioterapia após levar tiros — Foto: Suelen Goulart/R3 Animal

Um biguá passou por cirurgia em Florianópolis para retirada de projéteis de arma de pressão que estavam alojadas em uma das asas. A ave está em reabilitação e vai precisar passar por fisioterapia para recuperação dos movimentos da asa.

“Constatamos que se tratava de dois projéteis de armas de pressão de calibres diferentes: um de 6.5 e outro de calibre 4.5. Os chumbinhos estavam dois centímetros distantes um do outro. Claramente uma ação antrópica, de agressão e vandalismo contra o animal”, informou o médico veterinário Sandro Sandri, do Centro de Pesquisa, Reabilitação e Despetrolização de Animais Marinhos (CePRAM/R3 Animal).

Biguá se recupera após ser baleado em SC e não tem previsão de ser devolvido à natureza. — Foto: Suelen Goulart/R3 Animal

A ave foi resgatada em Penha, no Litoral Norte, na casa de um morador em agosto porque não conseguia voar e foi levado para a Univali, onde funciona o Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) na região. Após estabilização, ele foi levado para Florianópolis para continuidade do tratamento.

Mesmo durante a reabilitação, o biguá não apresentou melhoras no movimento. Um exame de raio-x foi realizado e os veterinários constataram que havia dois projeteis de arma de pressão na asa esquerda do animal, que precisou passar por procedimento cirúrgico para retirada das balas.

Quando ele estiver recuperado da cirurgia, passará por fisioterapia para recuperação dos movimentos antes de ser solto na natureza, o que não tem previsão para ocorrer.

Radiografia identificou projéteis alojadas em asa de ave. — Foto: Suelen Goulart/R3 Animal

Maltratar animais é crime e pode ser denunciado para a Polícia Ambiental pelo telefone 190. Quem encontrar mamífero, tartaruga ou ave marinha debilitada pode acionar a equipe de monitoramento de praias pelo telefone 0800 642 334. Veja abaixo outras recomendações: 

  • Caso encontre animais como esses no litoral catarinense, acione a R3 pelo telefone 0800 642 3341 ou a Polícia Militar Ambiental;
  • mantenha distância e ajude a isolar a área;
  • evite contato desses mamíferos ou outros animais silvestres com bichos de estimação, pois eles podem transmitir doença entre si. Os cachorros também podem atacar o animal.
  • evite tirar fotos com o uso de flash, nem forneça alimentos ou force o animal a entrar na água.

 Fonte: G1

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