Ameaçada de extinção, filhote de ave da espécie Jacu está entre os animais apreendidos. Foto: Marcos Freitas/ICMBio

Blitz ambiental resgata filhote de jacu em Murici, AL

Uma operação envolvendo órgãos ambientais resultou na prisão de um homem – que não teve a identidade divulgada -, 73 aves e duas armas de caça apreendidas em Alagoas. A ação teve início na quinta-feira (1º) e foi concluída no sábado (3). Os fiscais do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA) e policiais militares do Batalhão Ambiental (BPM) atuaram nas cidades de Messias, Murici e União dos Palmares, Zona da Mata alagoana.

Em uma área ecológica localizada na cidade de Murici foi encontrado um acampamento onde os fiscais apreenderam armas e munições. O local era utilizado por caçadores que tinham como alvos animais silvestres. Os policiais destruíram a estrutura.

Ameaça de extinção

Um filhote de jacu, espécie ameaçada de extinção, foi uma das aves encontradas durante a fiscalização. Também conhecida como jacuguaçu, a espécie pode medir até 73 centímetros de comprimento. Suas penas têm cor esverdeada e costumam habitar mata alta.

Isaac Albuquerque é médico veterinário da SOS Selvagens e explicou que o animal entrou para a lista de animais ameaçados de extinção por conta da caça. “Existe um hábito, ou mau hábito, dos caçadores em Alagoas de se alimentarem dessa ave. Aliado a isso, a destruição do seu habitat natural tem feito com que o Jacu seja cada vez mais raro no meio ambiente”, explicou.

A ave vive nas árvores, descendo para se alimentar de frutas, folhas e brotos. Bebem água na beira dos rios e são monógamos. O casal faz um ninho pequeno as vezes no alto das árvores ou em ramos sobre a água ou ainda em troncos caídos. Aproveitam também os ninhos abandonados de outras aves. Os ovos são grandes e o período de incubação é de 28 dias. As ninhadas são de dois a três filhotes.

“O projeto Mutum-de-alagoas, que também está em risco de extinção e não é mais encontrado na natureza, também deve abrigar o jacu e outras espécies ameaçadas”, afirmou o veterinário, destacando que é necessário aproveitar a potencialidade de reprodução em cativeiro para o repovoamento das espécies no meio ambiente.

Todos os animais foram levados para o Centro de Triagem de Animais Silvestres do Ibama e vão passar por uma reabilitação para terem a possibilidade de voltar ao seu habitat.

Fonte: OP9

Os comentários abaixo não expressam a opinião do Olhar Animal e são de responsabilidade exclusiva dos respectivos autores.