Bombeiros salvam gato que fica preso a cerca de arame em Canoas, RS

Bombeiros salvam gato que fica preso a cerca de arame em Canoas, RS
Mobilização: bombeiros retiraram o gato de uma situação para lá de complicada (Fotos: Paulo Pires)

Não foi fácil, mas o Corpo de Bombeiros conseguiu resgatar um gato que ficou preso a uma cerca de arame na manhã desta quarta-feira (7) no bairro Igara. A inusitada ocorrência foi registrada no meio da manhã, quando funcionários de uma construtora que trabalha em um condomínio no Igara flagraram o animal preso ao arame circular, ou ouriço, como é conhecido. “Quando a gente deu conta, o gato já estava ali preso e gemendo muito”, conta a funcionária Juliane Batista.

Conforme o relato, tudo indica que o gato tenha saído de alguma casa e tentado pular para dentro do condomínio, por cima de um muro de pouco mais de 2 metros. “Só de chegar perto, deu para perceber que o corpo dele estava preso as pontas do arame, por isso ninguém nem tentou tirá-lo de lá. Chamamos os bombeiros e esperamos o resgate.”

Gato foi atendido no Centro de Bem-Estar Animal
Gato foi atendido no Centro de Bem-Estar Animal

Os bombeiros chegaram minutos depois ao local, por volta das 10h30. “Ele estava bastante machucado. Tinha até um pedaço de ferro encravado na pele. Foi preciso cortarmos o arame com a serra para conseguir retirá-lo com segurança”, explicou o bombeiro William Lith. Já fora da cerca, o pequeno animal foi colocado dentro de um balde e transportado pelos bombeiros até o carro de Juliane, que se encarregou de levá-lo ao veterinário mais próximo. “Ele ainda tem uma parte de arame grudada na carne. Só um médico veterinário vai poder lidar com isso”, advertiu o bombeiro.

A funcionária se dirigiu então até o Centro de Bem-Estar Animal, onde o gato foi entregue aos cuidados do veterinário Diego Silva. Bastante debilitado, o animal teve de passar por um procedimento cirúrgico para a retirada do material da perna, mas passa bem. “Ele ainda está anestesiado, mas acredito que está fora de risco”, frisou o veterinário. “As próximas 48 horas vão ser fundamentais para acompanharmos como ele vai reagir.”

Por Leandro Domingos 

Os comentários abaixo não expressam a opinião da ONG Olhar Animal e são de responsabilidade exclusiva dos respectivos autores.