Boto-cinza com ferimentos no ‘bico’ é encontrado morto em praia de Ilha Comprida, SP — Foto: Divulgação/Instituto de Pesquisas de Cananéia

Boto-cinza com ferimentos é achado morto em praia de Ilha Comprida, SP

Um boto-cinza foi encontrado morto próximo à praia Juruvaúva, em Ilha Comprida, no litoral de São Paulo. Segundo o Instituto de Pesquisas Cananéia (IPeC), o animal apresentava ferimento no rostro (‘bico’) e a suspeita é que ele tenha tido contato com algum artefato de pesca.

O animal é um macho adulto de 1,89 m e foi encontrado por uma equipe do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) na manhã do último domingo (11). Ele foi levado ao Centro de Reabilitação e Despetrolização do IPeC para que seja realizada a necropsia, a fim de descobrir a causa de sua morte.

Desde 2015, o IPeC registrou 154 botos-cinza mortos em praias da região. A pesca é proibida desde 1986, mas a espécie ainda é perseguida e integra a lista de animais ameaçados de extinção. Quem encontrar animais marinhos vivos ou mortos encalhados nas praias deve ligar para o número 0800 642 3341.

Ferimentos sugerem que ele tenha tido contato com algum artefato de pesca — Foto: Divulgação/Instituto de Pesquisas de Cananéia
Ferimentos sugerem que ele tenha tido contato com algum artefato de pesca — Foto: Divulgação/Instituto de Pesquisas de Cananéia
Projeto de Monitoramento de Praias

O Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos tem como objetivo avaliar os possíveis impactos das atividades de produção e escoamento de petróleo sobre as aves, tartarugas e mamíferos marinhos, por meio do monitoramento das praias e do atendimento veterinário aos animais vivos e necropsia dos animais encontrados mortos.

O projeto é realizado desde Laguna, em Santa Catarina, até Saquarema, no Rio de Janeiro, e é dividido em 15 trechos. O IPeC monitora o trecho 7, compreendido entre Cananéia e Iguape.

Espécie é ameaçada de extinção — Foto: Divulgação/Instituto de Pesquisas de Cananéia
Espécie é ameaçada de extinção — Foto: Divulgação/Instituto de Pesquisas de Cananéia

Fonte: G1

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