Cachorra adota porquinha órfã em MG

Cachorra adota porquinha órfã em MG
Cachorra adota porquinha órfã em MG (Foto: Reprodução Internet)

Uma porquinha, que perdeu a mãe pouco depois de nascer, foi adotada por uma cachorra da raça Collie na zona rural de Toledo (MG). A história começou depois que a dona da “Pepita”, Dinália Santos Jardim Moraes, resolveu ajudar a cuidar da cria que havia ficado órfã no sítio vizinho. No início, a porquinha, apelidada de “Russa”, era alimentada apenas com mamadeira, mas logo a cachorra assumiu o papel de mãe do filhote.

“Eu fiquei com medo, no começo, porque o porco já nasce com dente, mas a ‘Pepita’ nem ligou. Ela tinha acabado de dar cria, né, e agora todo dia mamam nela os cinco cachorrinhos e a ‘Russa’, conta Dinália.

Além dos cinco filhotes que gerou, a cachorra 'Pepita' agora é 'mãe' da porquinha 'Russa' em Toledo, MG (Foto: Dinália Santos Jardim Moraes/Toledo)
Além dos cinco filhotes que gerou, a cachorra ‘Pepita’ agora é ‘mãe’ da porquinha ‘Russa’ em Toledo, MG (Foto: Dinália Santos Jardim Moraes/Toledo)

Nesta quinta-feira (10), faz uma semana que a inusitada família se formou no bairro Pinhal Grande. Na casa de Dinália e o marido, “Russa” vive com a nova mãe, cinco irmãos e outros dois cachorros. Com 15 dias de vida, a porquinha mostra que está aproveitando bem a companhia.

“Ela é muito esperta e inteligente. Vive atrás da ‘Pepita’. Eu tenho até que vigiar um pouco, porque a minha cachorra gosta muito de nadar em um tanque que tem atrás da minha casa e tenho medo que a ‘Russa’ tente fazer o mesmo e se afogue. Mas ela sempre quer estar junto. Nenhum dos cachorros estranhou a presença dela. É uma diversão aqui em casa”, conta.

Após um dia de muitas aventuras, a porquinha 'Russa' descansa junto com os 'irmãos' caninos (Foto: Dinália Santos Jardim Moraes/Toledo)
Após um dia de muitas aventuras, a porquinha ‘Russa’ descansa junto com os ‘irmãos’ caninos (Foto: Dinália Santos Jardim Moraes/Toledo)

Segundo Dinália, “Russa” é uma das 13 crias nascidas de uma porca que ficava em um sítio vizinho. Quando a mãe morreu, alguns filhotes acabaram não resistindo também. Como gosta muito de animais, ela resolveu ajudar nos cuidados dos sobreviventes e improvisou uma mamadeira.

“Eu li que o leite da porca é mais gorduroso que o de vaca. Então eu pesquisei um pouco, perguntei para o meu pai, que é uma pessoa mais experiente, e comecei a aquecer o leite que tinha em casa com um pouco de manteiga sem sal. Eu ia ver os filhotes todo dia, até que o dono disse que não poderia mais ficar com eles e perguntou se eu queria adotá-los. Devido ao espaço que tenho, decidi ficar com dois, mas um morreu, e uma amiga minha ficou com os demais”, recorda a moradora de Toledo.

O começo de tudo: antes de ganhar uma nova 'mãe', 'Russa' era alimentada por Dinália na mamadeira (Foto: Arquivo pessoal/Dinália Santos Jardim Moraes)
O começo de tudo: antes de ganhar uma nova ‘mãe’, ‘Russa’ era alimentada por Dinália na mamadeira (Foto: Arquivo pessoal/Dinália Santos Jardim Moraes)

Apesar de ser a menor das crias, “Russa” conseguiu resistir e em dois dias encontrou conforto materno junto à cachorra da casa. No entanto, uma vasilha com leite é disponibilizada para ela todos. “A ‘Russa’ é muito esfomeada, por isso providencio o leite extra. Ela até pega, mas o leite de que ela gosta mesmo é o da ‘Pepita'”, garante Dinália.

Por Daniela Ayres

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