Cachorra que vivia nas ruas é adotada e vira funcionária de funerária

Cachorra que vivia nas ruas é adotada e vira funcionária de funerária
Tchutchuca funcionária de uma funerário do RJ/ Imagem: @PALOMAMERATH

Tchutchuca, uma cachorra sem raça definida, vivia nas ruas e apareceu em uma funerária em Belford Roxo, no Rio de Janeiro, para pedir água, comida e carinho. Uma das funcionárias, Paloma Merath, logo se derreteu pelo seu jeitinho fofo. Não deu outra, o animal passou a ir diariamente encontrar sua nova amiga.

Em um vídeo nas redes socias, que já tem mais de 34 mil visualizações, Paloma explicou um pouco mais sobre como tudo aconteceu e mostrou a cadela no dia em que a conheceu. “Essa é a Tchutchuca de 2021, uma cachorrinha muito medrosa, debilitada e sem noção alguma do que era ser amada de verdade”, iniciou a funcionária.

“Ela começou a frequentar meu trabalho, pois eu costumava alimentar alguns animais de rua todos os dias. No começo, foi muito difícil a aproximação. E era nítido ver no olhar dela o tanto que já havia sofrido nas ruas”, continuou.

Paloma disse que a cachorra, então, deitou em frente à funerária. “Ali, eu vi que ela estava me dando a oportunidade de receber o que ela tinha de mais valioso, sua confiança e todo o amor que ela carregava no coração”, completou.

Por causa da relação que Paloma criou com a cadela, a empresa a ‘contratou’ como mascote oficial. Ela ganhou crachá, um lugarzinho especial onde fica sua comida e água, além de até frequentar alguns eventos comerciais.

A pet também foi castrada e, no início, de 2023, adotada por uma família. Mesmo com um novo lar, Tchutchuca continuou indo todos os dias para a funerária. “Ela fica aqui até o expediente acabar, e depois segue direitinho pra casa”, disse Paloma. “Ela é uma cachorra saudável e extremamente feliz”, contou orgulhosa.

Você sabia que a causa animal é uma das frentes de atuação do terceiro setor? Segundo a terceira edição da Pesquisa Doação Brasil 2022, quando o assunto é doação, a proteção e o cuidado de animais abandonados e vítimas de maus tratos está entre as dez causas mais procuradas.

Por Maria Fernanda Garcia

Fonte: R7 via Observatório do Terceiro Setor

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