Thor passou três dias internado e precisa fazer uma cirurgia para amputar uma das patas Foto: Reprodução

Cachorro baleado será operado, após campanha reunir verba

A vaquinha online para pagar a amputação do cachorro Thor, baleado na perna na madrugada de segunda-feira na laje da casa onde vive, no Morro da Babilônia, Zona Sul do Rio, obteve sucesso em menos de 48 horas. Com a meta de arrecadar R$ 2 mil, a dona do animal conseguiu R$ 3.865.

O EXTRA havia informado anteriormente que a cirurgia de Thor seria realizada às 16h deste sábado. No início da noite, porém, os tutores disseram que o médico que o atendeu preferiu transferir o procedimento para a próxima segunda-feira. O cão está sendo medicado, realizou um hemograma e ozonoterapia.

— Me sinto muito feliz e agradecida por toda essa mobilização gerada. Ao mesmo tempo, é claro, estou ansiosa para resolver tudo — conta a tutora do animal, que preferiu não ser identificada.

O cão, de pouco mais de dois anos, foi baleado na pata durante a madrugada, mas só pôde ser socorrido na madrugada do dia seguinte, por conta do tiroteio que continuou na região. Levado para uma clínica na Tijuca, Thor ficou internado por dois dias e a operação foi orçada em R$ 3 mil, quantia que os tutores não tinham. Após um apelo nas redes sociais, a dona conseguiu a ajuda de uma moradora do Leme, a dentista Carolina Daross, que fez a ponte com profissionais da área. Os veterinários Roberta Costa e Alexandre Dias se prontificaram a ajudar com a cirurgia e serão cobrados apenas os custos da anestesia, medicamentos e internação, o que ainda assim deve custar R$ 2 mil.

Com a colaboração de 83 pessoas, a arrecadação está quase chegando ao dobro da quantia pedida. Surpresa com isso, a dona do animal ainda não tem planos para o excedente.

— O médico nos explicou que o tiro atingiu um tendão e o osso se partiu em três. Infelizmente o ortopedista nos informou que a única solução vai ser a amputação porque não é possível recuperar o membro. Espero que a gente termine logo com o sofrimento que ele está sentindo. Estou feliz por termos recebido ajuda — disse a tutora.

Por Ana Clara Veloso e Gisele Barros

Fonte: Extra

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