Cachorro mantido em cercado morre devido ao calor em Itajaí, SC

Um cachorro morreu nesta sexta-feira, em Itajaí, devido ao calor intenso dos últimos dias. Ele foi resgatado na quinta-feira à noite com apoio da Polícia Militar, junto com outro cão, em uma casa no Bairro São Vicente. Os dois estavam em um cercado com comida e água, mas expostos ao sol. A quinta-feira teve recordes de temperatura em todo o Estado.

A vereadora Renata Narcizo, que atua na proteção animal em Itajaí, acompanhou o resgate. Um dos cães estava desmaiado _ o que levou a PM a invadir a residência. Segundo a vereadora, a tutora havia viajado no sábado (29), e os animais foram deixados sozinhos.

Os dois cachorros foram levados a uma clínica veterinária. Quando a tutora dos animais chegou em casa, a Polícia Militar lavrou um termo circunstanciado por maus tratos.

O cão que estava em estado mais grave, e foi encontrado desmaiado, não resistiu e morreu nesta sexta. O outro segue sob guarda da vereadora.

Denúncias aumentam

A vereadora afirma que as denúncias de animais presos ou acorrentados em locais sem abrigo do sol e da chuva têm aumentado nos últimos dias. Ela pretende levar adiante o caso do cãozinho que morreu, para que a tutora responda judicialmente. Em casos como esse, a recomendação é que as pessoas procurem a diretoria de bem-estar animal e denunciem à polícia.

_ As pessoas têm que entender que animais também sentem, frio, sede, dor. E que maus -tratos é crime. A dona está em estado de choque, não imaginava que isso fosse acontecer _ afirma Renata.

Maus-tratos é crime previsto em lei federal, mas os municípios também têm legislação própria. Em Itajaí, um projeto da vereadora que proíbe que animais sejam mantidos acorrentados em Itajaí foi aprovado pelo Legislativo, e aguarda sanção do prefeito Volnei Morastoni.

Renata alerta que, ao encontrar um animal sofrendo com o calor, não se jogue água sobre ele porque há risco de choque térmico. A recomendação é enrolá-lo em uma toalha úmida e molhar cuidadosamente as patinhas, para que ele recobre os sentidos lentamente.

Por Dagmara Spautz

Fonte: NSC Total

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