Cachorro que esperou por 667 dias para ser adotado finalmente encontra um novo lar

Cachorro que esperou por 667 dias para ser adotado finalmente encontra um novo lar
Melvin, agora chamado Loki, foi adotado depois de 667 dias em um abrigo em Los Angeles. (Cortesia da Society for the Prevention of Cruelty to Animals de Los Angeles)

Uma organização da Califórnia, EUA, trabalhou duro para encontrar uma família para Melvin. Um pit bull chamado Melvin passou cerca de dois anos à espera de encontrar seu lar definitivo, e, no começo de março, ele finalmente encontrou.

Melvin, com aproximadamente 3 anos e 10 meses de idade, originalmente era um cão perdido sob cuidados dos Serviços de Cuidado Animal de Long Beach e foi transferido para a Society for the Prevention of Cruelty to Animals de Los Angeles (SPCA LA) devido à parceria entre as duas organizações. Ele ficou lá por todo esse tempo, um total de 667 dias.

Felizmente, ele foi adotado recentemente por Patricia Nevi-Maguire e sua família, e agora é parte de um lar amoroso com outros dois pit bulls, Tibbs e Luna.

Sara Taylor, diretora de comportamento e treinamento animal da SPCA LA, contou ao programa “Good Morning America” que a raça foi um fator que pesou na longa hospedagem de Melvin.

Pit bulls são vistos como cães agressivos e perigosos, o que pode prejudicar suas chances de serem adotados. Em um estudo publicado pelo “PLOS One”, pesquisadores descobriram que, em média, os cães identificados como Pit Bulls esperam três vezes mais para serem adotados do que os que têm uma aparência similar à deles, mas que não são identificados como pit bulls. Eles também são vistos como menos atraentes pelos possíveis adotantes.

“Ele também tinha muita energia, mas de forma amigável”, Taylor disse. “Mas, para as pessoas que procuram por um cão, isso pode ser um pouco excessivo. E o jeito como ele cumprimentava as pessoas era pular em seus corpos para dizer olá”.

Para mantê-lo estimulado durante sua estadia na SPCA, Melvin recebia treinamento e enriquecimento ambiental diários, que incluíam comandos, exercícios e brincadeiras, tanto dentro como fora do canil.

“Ele na realidade não precisava de modificação comportamental. Ele não tinha nenhum problema. Ele só precisava de um treinamento básico”, Taylor disse. “E ele também é um cachorro muito inteligente. Então, a combinação de grande inteligência com muita energia significava que ele precisava de mais enriquecimento ambiental em seu canil”.

Melvin já chegou bem perto de ser adotado algumas vezes, Taylor mencionou, mas todos eles desistiram por uma razão ou outra. E foi só quando Nevi-Maguire chegou que sua chance se solidificou.

Nevi-Maguire, da Califórnia, sabe bem como cuidar de Pit Bulls. Incluindo Melvin, que agora se chama Loki, ela já teve oito Pit Bulls e usualmente são três juntos.

“Eu os amo muito e eles têm uma reputação horrível”, ela contou ao “GMA”. “E é uma pena. Eles são ótimos cães para famílias”.

Depois que um dos seus Pit Bulls, Romeo, faleceu durante as festas de fim de ano, Nevi-Maguire e sua família sofreram, e então começaram a procurar abrigos para trazer um novo membro para sua família. Ela entrou em contato com a SPCA LA e um consultor de adoções falou sobre um cão que procurava um lar havia muito tempo, e perguntou se ela gostaria de conhecê-lo.

Então, depois de falar com algumas pessoas diretamente no local, Nevi-Maguire concordou em conhecer e adotar Melvin.

 
 
 
 
 
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“Eles falaram, “Bem, você ainda não o conheceu e nem sabe como ele é”. E eu falei, “Eu não me importo com sua aparência. Se ele é um Pit Bull, é ele que eu quero””, ela disse. Sua família e ela procuram especificamente por Pit Bulls quando chega a hora de adotar um outro cão.

“Eu acho que muitas pessoas ficam nervosas com Pit Bulls, ninguém os entende, e já que minha família e eu os entendemos, é por isso que procuramos adotar esses cães ao invés de qualquer outro”, ela disse. “São eles que ficam por último, então eu penso que nós precisamos adotá-los”.

Nevi-Maguire acredita que a maioria dos comportamentos vistos em Pit Bulls, como uma energia extrema, são esperados quando eles chegam pela primeira vez em um novo ambiente, mas eles são corrigidos facilmente.

Ela ressaltou a importância do tempo, paciência e socialização apropriada com outros cães e humanos, dizendo: “Eu penso que muitas pessoas pegam um cão e presumem que no primeiro dia ele vai se adaptar à sua casa, conhecer todas as regras e conhecer o que você gosta”.

“Eles são maravilhosos e são tão amorosos e felizes por fazerem parte de sua vida”, ela acrescentou. “Eles realmente querem fazer parte de uma família e de uma matilha”.

Depois de somente algumas semanas em sua nova casa, Melvin, agora Loki, já dorme e come junto com seus irmãos.

Por Aryana Azari / Tradução de  Alice Wehrle Gomide

Fonte: ABC News

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