Cadeado de onde cobras foram furtadas não foi arrombado, diz polícia

Cadeado de onde cobras foram furtadas não foi arrombado, diz polícia

A delegada Lara Menezes, que investiga o furto de cobras no Zoológico de Goiânia, afirma que os cadeados dos locais onde os répteis estavam não foram arrombados. Uma das suspeitas é que funcionários ou ex-servidores estejam envolvidos no crime. 

A responsável pelas investigações diz que este foi um crime muito específico, pois não é qualquer lugar ou pessoa que sabe como cuidar corretamente dos animais. “Vale ressaltar que houve arrombamento de cadeados, mas os que estavam nos recintos que abrigam essas serpentes não foram arrombados, foram abertos e fechados. Então, isso reforça para a Polícia Civil a suspeita de que foi funcionário ou ex-funcionário do zoológico”, disse.

O inquérito foi aberto na Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Meio Ambiente (Dema). De acordo com a delegada, os crimes foram cometidos no mês de dezembro do ano passado em três eventos consecutivos, num intervalo de uma semana entre eles. Depois de constatar cada um dos delitos, a própria diretoria do zoológico acionou a polícia.

“No dia 5, foram roubadas uma salamanta adulta e quatro filhotes. Já no dia 13, foram três serpentes de espécies diferentes: uma cobra-do-milho, uma píton e uma cobra-cachorra. Por fim, no dia 19, foi levada uma salamanta vermelha. No tráfico de animais, cada adulta vale R$ 6 mil e os filhotes R$ 800”, disse a delegada.

A cobra levada com os filhotes estava no viveiro do zoológico. Já as outras foram furtadas diretamente dos aquários onde ficam expostas ao público. Os dois locais são de acesso restrito.

“Não é qualquer um que pode chegar lá e pegar esses animais. Eles causam repulsa a muitas pessoas e fascínio a poucas. Depende ainda que a pessoa que cometeu o crime saiba manejar esses animais, diferenciar os peçonhentos dos não peçonhentos, e principalmente, o valor de mercado dessas serpentes”, destaca.

A responsável pelo caso pontuou que não há em Goiás nenhum serpentário que atenda todos os requisitos legais para criar as espécies de cobras furtadas. Isso fortalece a suspeita de tráfico de animais.

A polícia já investiga o caso, mas encontra dificuldades devido a elementos que ajudem na identificação dos criminosos. “Infelizmente não há câmeras de segurança dentro do Zoológico de Goiânia e isso dificulta as investigações da Polícia Civil, já que não temos imagens da autoria desse furto. Mas nós estamos empenhados em dar essa resposta à sociedade, reaver esses animais e identificar a autoria”, explicou.

Os envolvidos no crime, se presos, podem ser indiciados por crime contra o patrimônio, furto qualificado e tráfico de animais silvestres. Em caso de condenação, a pena pode ser de até seis anos de detenção.

Fonte: G1


Nota do Olhar Animal: Além de ser uma “prisão perpétua” para os animais, os zoológicos não oferecem segurança para os animais. Ester é mais um caso que se soma a tantos outros, em que animais são sequestrados para serem vendidos, fogem ou morrem vítimas de maus-tratos.

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