Cadela agredida e jogada em caminhão de lixo em Lavras (MG) ficou cega do olho direito

Cadela agredida e jogada em caminhão de lixo em Lavras (MG) ficou cega do olho direito

A Polícia Militar de Meio Ambiente de Lavras recebeu informações de  que uma cadela de pequeno porte havia sofrido várias lesões por agressões de sua tutora e, posteriormente, teria sido colocada em um saco e jogada no caminhão de coleta de lixo, havendo testemunhas presenciais que confirmavam a situação, inclusive o companheiro da autora, que socorreu a cadela em um primeiro momento.

Na manhã de hoje, quarta-feira, dia 10, a Polícia Militar do Meio Ambiente foi até a residência da criminosa, que negou as afirmações, porém, não soube explicar o que havia acontecido com a cadela, que apresentava diversas lesões, entre elas, uma muito grave no olho direito.

Além do ato de maus-tratos, na residência da criminosa havia ainda uma maritaca, animal da fauna silvestre brasileira constante na lista Comércio Internacional das Espécies da Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção (CITES), como espécies não necessariamente ameaçadas de extinção, mas cujo comércio deve ser controlado para evitar usos incompatíveis com sua sobrevivência.

A autora infringiu os artigos 29 (ter em cativeiro espécime da fauna silvestre sem autorização) e 32 (maus-tratos a animais domésticos) da Lei 9605/1998. A criminosa responderá agora na esfera penal, podendo tomar até 5 anos de cadeia. Além de responder por infração administrativa estadual, sendo adotada as providências decorrentes, como multas, por exemplo.

Os militares recolheram a cadela e, em contato com o Parque Francisco de Assis, aquela instituição se prontificou em receber e cuidar do animal, porém, infelizmente a cadelinha perdeu o olho direito, lesão que pode agravar a pena da criminosa.

Se você conhece alguém que maltrata animais, que mantém animais silvestre presos, ou mantém animais domésticos presos em condições precárias, que captura pássaros, não hesite em denunciar, sua denúncia será mantida em sigilo total, ligue para 190 ou para 3829-2100, na Polícia Militar do Meio Ambiente e faça sua denúncia.

Fonte: Jornal de Lavras

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