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Cadela com problema cardíaco recebe primeiro marca-passo animal no RS

Vida sofria desmaios frequentes e passou a ser motivo de preocupação. Após cirurgia, aparelho responde a 88% da atividade cardíaca do animal.

Por Giulia Perachi

A cadela de estimação da comerciária Ana Maria Paim, de Porto Alegre, sofria com problemas no coração. Segundo a tutora, a cachorrinha Vida, da raça schnauzer, desmaiava frequentemente.

Recentemente, o animal recebeu um marca-passo, em um procedimento inédito no Rio Grande do Sul, segundo o médico veterinário César Freire, que participou da cirurgia. O aparelho é semelhante ao colocado em seres humanos.

“Ela começou do nada a cair. Ela caía, abria as perninhas, ficava no chão ou então em outro momento caía de lado. A gente começou a se preocupar, né”, relata Ana Maria.

Os desmaios eram frequentes. Os veterinários deram remédio, mas não adiantou. Após monitorar a cachorrinha por 24 horas, o veterinário descobriu que o problema estava no coração e só achou uma alternativa: o marca-passo.

“A parte elétrica do coração que é capaz de mandar impulsos elétricos fica doente. E se você perde esse nodo sinusal, você perde a capacidade de contrair”, diz o veterinário cardiologista Juliano Evangelho.

O marca-passo tem a função de regular o ritmo cardíaco através de impulsos elétricos. A cirurgia, que é comum fora do país, nunca havia sido realizada no estado. A cachorrinha fez o procedimento em uma clínica da capital. Parte da equipe veterinária precisou vir de São Paulo.

Depois da cirurgia, a Vida ficou internada durante dois dias. Após um mês, ela voltou para a clínica para o veterinário analisar se o marca-passo está funcionando corretamente. O monitoramento é o mesmo feito com humanos que possuem o aparelho.

“Nós notamos que o marca-passo está funcionando em 88% do tempo. Nos outros 12%, é o coração dela que está funcionando. Se não fosse o uso do marca-passo, provavelmente a Vida estaria muito ruim. O marca-passo está estabilizando o coração e está entrando para que ela mantenha uma boa qualidade de vida”, conta Evangelho.

O marca-passo deve durar sete anos até precisar ser substituído. Neste período, o que Ana Maria espera é que a Vida continue levando muita alegria para toda a família. “Ela está ótima. A Vida ressuscitou” comemora a tutora da cadela.

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Assista ao vídeo clicando aqui.

Fonte: G1

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